quinta-feira, 18 de agosto de 2011

RENNER DEVE DESCARTAR IDEIA DE TER UMA FINANCEIRA PRÓPRIA

jornal DCI 17/08/2011

Os planos da Lojas Renner de ter financeira própria podem não ir para a frente, pelo menos neste momento. Adalberto Santos, CFO e diretor de Relações com Investidores da varejista, afirmou que novas análises estão sendo feitas sobre o assunto e há grande chance de o projeto ser descontinuado. "Estamos reprocessando os números da operação, e ela pode ser deixada de lado."

De acordo com ele, outro ponto é a tranquilidade que a varejista tem com o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC). "Com ele, não temos nenhuma das obrigatoriedades que uma instituição financeira requer", afirmou Santos. O projeto de a varejista ter seu próprio banco não é novo: há pelo menos cinco anos vem sendo discutido dentro da companhia.

A Renner reconhece que o momento é desafiador, mas, mesmo diante de um cenário econômico incerto, os planos de expansão e os demais investimentos da companhia serão mantidos.

"Nosso negócio está diretamente ligado ao mercado interno e nosso tíquete médio é baixo; se houver um agravamento da situação vamos rever nossas metas, mas, por enquanto, vamos tentar entregar os resultados", afirmou o executivo.

Nos seu balanço a Renner mostrou que seu lucro líquido cresceu quase 25% no segundo trimestre do ano, na comparação com o mesmo período de 2010, totalizando R$ 113,5 milhões.

FEBRABAN CONTESTA PROPOSTA DE MUDANÇA PARA CORRESPONDENTES

jornal DCI 17/08/2011 – Agência Estado

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) criticou a proposta do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) que limita a atuação dos correspondentes bancários. A entidade, que representa as instituições financeiras, participou de audiência pública para discutir o tema e apresentar sua avaliação de que os correspondentes ajudam a promover inclusão bancária e a desenvolverem-se localidades em que não há agências.

Para a Febraban, seria um retrocesso extinguir esse modelo. A entidade rebate a tese dos bancários de que o modelo prejudica a categoria e torna o trabalho precário afirmando que de 2006 a 2010 houve aumento não só de agências e de profissionais contratados pelos bancos, mas também porque a categoria teve aumento real de salário e benefícios. Para as instituições, os correspondentes são passos para que novos negócios sejam feitos nas localidades atendidas.

Nos bastidores, a percepção de fontes da entidade é que o deputado Berzoini faz um movimento político para ganhar mais influência junto ao sindicato dos bancários, sua principal base eleitoral. Apesar dos sinais de lideranças do governo, a entidade acompanha o assunto de perto e vai fazer a disputa política para evitar que a ideia avance.

A Associação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços ao Consumo (Aneps) já recebeu cerca de 4 mil inscrições em todo o Brasil para as primeiras provas do seu programa de certificação dos agentes de correspondente, que atende a nova regulamentação do Banco Central.

Iniciado em julho, o programa teve suas primeiras provas realizadas na capital paulista. Em agosto, é a vez de 15 capitais (Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Brasília, Goiânia, Cuiabá, Salvador, Fortaleza, Recife, Belém, São Luís e Manaus) e do interior e litoral paulista.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Presidente explica intenção da Elavon no Brasil

Antônio Castilho participou de fórum sobre marketing empresarial promovido pelo Lide no Guarujá


Daniel Lian

 
O 2º Fórum de Marketing Empresarial, realizado no Guarujá, litoral Sul de São Paulo, pelo Lide, o Grupo de Líderes Empresariais, contou também com a presença dos responsáveis por companhias que ainda estão desembarcando no Brasil, como é o caso da Elavon, empresa relacionada ao gênero de cartões de crédito cujo presidente, Antônio Castilho, conversou com Daniel Lian sobre o início dos negócios no país.

Castilho se disse otimista, pois “é uma oportunidade fantástica, a Elavon está presente em 30 países” e aguardava a possibilidade de começar a atuar no país, algo possível em 2010, com a abertura do mercado que, agora, trabalha com todas as bandeiras de cartões. Parceria de dois dos principais bancos norte-americanos, a empresa deve focar sua atividade na tecnologia e nas “vantagens para os estabelecimentos”.

sábado, 13 de agosto de 2011

USO DE CARTÕES COM CHIP AUMENTA LUCRO DA VALID

jornal Valor Econômico 11/08/2011 - Marina Falcão

O crescimento da participação de produtos de maior valor agregado no faturamento da Valid (ex-ABNote) impulsionou o lucro da companhia para R$ 30,5 milhões no segundo trimestre, um aumento de 44% em relação ao mesmo período do ano passado.

Nessa comparação, a receita líquida avançou 12,2%, para R$ 212 milhões, apesar do recuo de 6,5% no volume de vendas de cartões, principal produto da Valid. A margem líquida subiu de 11% para 14%.

"Os cartões 'smart' [com chip] representavam cerca de 5% do volume de cartões produzidos por nós em 2010. No segundo trimestre desse ano, essa participação foi de 35%", aponta diretor de relações com investidores da Valid, Carlos Afonso D'Albuquerque.

A substituição dos cartões magnéticos pelos 'smarts', segundo o executivo, é uma tendência. A companhia fornece esse produto para os bancos.

O lucro operacional (antes de juros, impostos, amortização e depreciação) da Valid aumentou 16,8 %, para R$ 45 milhões. O valor exclui o investimento de R$ 1,1 milhão na construção de uma certificadora digital, projeto que exigirá aporte total de R$ 30 milhões e começará a gerar receita a partir de 2012.

A margem operacional da companhia teve ficou estável, avançando 0,3 ponto percentual, para 20,9%. "O resultado foi forte, mas ainda não atingimos a velocidade de cruzeiro esperada para o ano", comenta.

O executivo garante que, até dezembro, a Valid vai cumprir a promessa de entregar crescimento de 8% a 12% no seu Ebitda. Só com os resultados do primeiro semestre, a variação está em 2%.

Além de cartões, a Valid fornece chips para operadoras de telefonia e atua no segmento de meios de identificação, em que fabrica carteiras de habilitação. Nessa última divisão, a receita subiu 8% no trimestre, resultado considerado fraco. "Pode haver uma demanda represada por habilitações, já que as exigências nas provas do Detran aumentaram."

Bradesco aumenta perspectiva de negócios com CRM

Decision Report

Para conseguir lidar com o grande volume de informações e melhorar sua estrutura de CRM, o Bradesco implementou um Enterprise Data Warehouse (EDW) e outras ferramentas de CRM da Teradata. O banco registra um crescimento médio de 20% ao ano desde 2000 e necessitva de uma solução que se adequasse a essa expansão.

Segundo Fernando Mendonça e Fernando Cristino, gerentes de CRM do Bradesco, as operações se tornaram cada vez mais complexas e competitivas. “Com o rápido crescimento, estava ficando complexo para os gerentes de contas manterem o relacionamento com a mesma qualidade do passado. Este se tornou um ponto crítico, pois fidelidade e lucratividade caminham juntas e ambas aumentam quando nós fazemos ofertas que se encaixam nas reais necessidades de cada cliente”, afirmam.

O EDW possibilitou a centralização de todos os dados necessários para a formação de uma visão particular sobre cada cliente, englobando desde dados de varejo, cartões de crédito, private banking até informações sobre pequenas, médias e grandes empresas. “Nós conseguimos tirar vantagem disso a partir do momento que conseguimos alinhar nossas metas de vendas com as reais necessidades dos clientes”, explica Cristino.

Para isso os mais de 10 mil gerentes de contas do Bradesco utilizam uma ferramenta de CRM desenvolvida internamente, conhecida como Prisma, que fornece, por meio da plataforma de datawarehousing, informações atualizadas sobre cada cliente, que auxiliam. A ferramenta fornece filtros dinâmicos e de fácil identificação visual, como um sumário sobre perfis da carteira de cada gerente e uma lista de verificação para as melhores ofertas e ações orientadas para cada pessoa.

“Antes do Prisma os gerentes para visualizarem todas essas informações tinham que consultar de 10 a 15 telas diferentes, para ainda assim terem uma visão parcial sobre o cliente, pois o foco era centrado no produto, com ênfase somente no mercado que já havia sido construído. Hoje eles obtêm as informações em apenas duas telas e com mais tempo de descobrir as necessidades dos clientes e planejar melhor a abordagem que será utilizada”, conta Cristino.

HSBC VENDE SEU NEGÓCIO DE CARTÕES PARA O CAPITAL ONE

portal CardClipping
O HSBC concordou em vender seus negócios de cartão e de serviços de varejo nos Estados Unidos para o Capital One por prêmio de aproximadamente US$ 2,6 bilhões.

O Capital One está pagando um prêmio de 8,75% sobre os recebíveis de US$ 30,4 bilhões oriundos de empréstimos de cartão de crédito. O HSBC vai contabilizar um ganho após impostos de US$ 2,4 bilhões.

O comprador tomará posse da base de cartões de crédito e dos negócios de private label, cujos produtos são oferecidos em todo o país através de alianças estratégicas e acordos de co-branding, parcerias comerciais, mala direta e na Internet.

Em 2010, a unidade teve um lucro após os impostos de US$ 1,3 bilhão, com um aumento de US$ 400 milhões sobre o resultado do ano anterior.

Após a aprovação da aquisição pelos autoridades competentes, todos os funcionários da operação do HSBC terão a oportunidade de participar do quadro do Capital One.

A venda faz parte de um importante programa de redução de custos do HSBC e vem em sequência à recente cessão de 195 agências nos Estados Unidos para o First Niagara Financial por US$ 1 bilhão em dinheiro.

Para o Capital One, a aquisição marca a sua segunda investida, em poucos meses, para abocanhar ativos indesejados pelos bancos europeus, após comprar por US $ 9 bilhões o braço americano do banco direto (sem instalações físicas) do ING.

RECEITA DA CSU CRESCE, MAS GANHO TEM QUEDA

jornal Valor Econômico 11/08/2011 - Aline Lima | De São Paulo

Embora os resultados apresentados pela CSU CardSystem no segundo trimestre apontem para uma retomada no crescimento da receita da processadora de cartões, seus indicadores de lucratividade ainda estão aquém dos níveis exibidos um ano atrás. A CSU registrou lucro líquido de R$ 5,85 milhões, queda de 23,8% em relação ao segundo trimestre de 2010. A margem Ebitda passou de 19,6% para 15,4%, no mesmo período.

"Talvez não alcancemos ainda neste ano uma margem superior a 20%, mas esse nível é nosso objetivo e, trimestre a trimestre, mostraremos que estamos no caminho certo", diz Mônica Molina, diretora de relações com investidores da CSU. Ela explica que os investimentos feitos no segmento de "call center", que hoje responde por 47% da receita bruta da empresa, levam tempo para serem revertidos em ganhos

Na CSU Contact, os custos alcançaram R$ 48,9 milhões no segundo trimestre, alta de 31,4% ante igual período de 2010. Foram acrescentadas 500 posições entre abril e junho, totalizando 4,433 mil.

Na atividade de processamento, os investimentos feitos pela CSU para acrescentar à carteira de clientes empresas de adquirência (que cadastram lojistas e processam transações) também estão demorando mais que o previsto para começar a dar retorno financeiro. "As bandeiras elevaram os requisitos para homologação das adquirentes e, por isso, todo o processo de credenciamento dos estabelecimentos comerciais ficou mais lento", observa Mônica. Os reflexos do projeto com o Banrisul, em operação desde o fim do primeiro trimestre, deverão ser sentidos nas receitas da CSU a partir de 2012.

Já a receita líquida da CSU aumentou 2,1% nos 12 meses encerrados em junho, para R$ 101,1 milhões. Boa parte desse impulso veio com a migração para a base da empresa dos 4 milhões de cartões Tricard, emitidos pelo Tribanco, do grupo Martins, no fim do primeiro trimestre, compensando o baque com a perda do contrato com a Nossa Caixa no fim de 2010, após a incorporação da instituição pelo Banco do Brasil (BB).