jornal Valor Econômico 23/08/2011 - Aline Lima
A oferta de crédito continuou mostrando fôlego em julho, tanto para a pessoa física como para a pessoa jurídica, de acordo com sondagem preliminar feita pela Federação Brasileira de Bancos. Embora o saldo possa apresentar ritmo menor de crescimento, as concessões diárias, com ajuste sazonal, teriam mostrado forte expansão. O Banco Central (BC) divulga amanhã a nota de crédito de julho.
No segmento de pessoas físicas, a sondagem da Febraban aponta para um aumento de 4,1% nas concessões diárias em julho contra junho, depois de excluídos fatores sazonais como as férias escolares. Na comparação com julho de 2010, a alta de 16,4% projetada pela entidade pode figurar como a maior desde novembro - antes, portanto, das medidas macroprudenciais do BC. Sem ajuste sazonal, a média diária das concessões recuaria 0,6% ante junho.
Na pessoa jurídica, as concessões diárias em julho, com ajuste sazonal, teriam crescido 7,8% em relação a junho, segundo a Febraban. Na comparação com julho do ano passado, a expansão teria sido de 17,7%, a maior desde maio de 2008. Sem ajuste sazonal, as concessões diárias de empréstimos e financiamentos a empresas recuam 0,9% em julho contra junho.
Os economistas da entidade ressaltam, porém, que o comportamento do crédito em julho pode não se confirmar como tendência, já que o período antecede o agravamento da crise internacional e das avaliações negativas quanto ao avanço da economia mundial.
É curioso notar que a aceleração do crédito verificada em julho na sondagem prévia da Febraban vai de encontro ao resultado da pesquisa de indicadores das condições de crédito divulgada no boletim regional do BC na última sexta-feira. Nela, a percepção de instituições financeiras para a oferta de financiamento ao consumo e para o crédito a micro, pequenas e médias empresas nos próximos três meses é pouco favorável.
Os economistas da Febraban observam que a falta de apetite dos bancos para conceder crédito nesses dois segmentos pode ter relação com o aumento da inadimplência e do comprometimento da renda do consumidor. Esses eram fatores considerados de maior importância pelas instituições na pesquisa anterior do BC, realizada entre março e abril. "Será importante acompanhar os dados de atrasos de 15 a 90 dias", destacam os economistas em relatório.
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sexta-feira, 26 de agosto de 2011
EMPRÉSTIMOS CRESCEM EM JULHO, DIZ FEBRABAN
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
FEBRABAN CONTESTA PROPOSTA DE MUDANÇA PARA CORRESPONDENTES
jornal DCI 17/08/2011 – Agência Estado
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) criticou a proposta do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) que limita a atuação dos correspondentes bancários. A entidade, que representa as instituições financeiras, participou de audiência pública para discutir o tema e apresentar sua avaliação de que os correspondentes ajudam a promover inclusão bancária e a desenvolverem-se localidades em que não há agências.
Para a Febraban, seria um retrocesso extinguir esse modelo. A entidade rebate a tese dos bancários de que o modelo prejudica a categoria e torna o trabalho precário afirmando que de 2006 a 2010 houve aumento não só de agências e de profissionais contratados pelos bancos, mas também porque a categoria teve aumento real de salário e benefícios. Para as instituições, os correspondentes são passos para que novos negócios sejam feitos nas localidades atendidas.
Nos bastidores, a percepção de fontes da entidade é que o deputado Berzoini faz um movimento político para ganhar mais influência junto ao sindicato dos bancários, sua principal base eleitoral. Apesar dos sinais de lideranças do governo, a entidade acompanha o assunto de perto e vai fazer a disputa política para evitar que a ideia avance.
A Associação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços ao Consumo (Aneps) já recebeu cerca de 4 mil inscrições em todo o Brasil para as primeiras provas do seu programa de certificação dos agentes de correspondente, que atende a nova regulamentação do Banco Central.
Iniciado em julho, o programa teve suas primeiras provas realizadas na capital paulista. Em agosto, é a vez de 15 capitais (Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Brasília, Goiânia, Cuiabá, Salvador, Fortaleza, Recife, Belém, São Luís e Manaus) e do interior e litoral paulista.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) criticou a proposta do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) que limita a atuação dos correspondentes bancários. A entidade, que representa as instituições financeiras, participou de audiência pública para discutir o tema e apresentar sua avaliação de que os correspondentes ajudam a promover inclusão bancária e a desenvolverem-se localidades em que não há agências.
Para a Febraban, seria um retrocesso extinguir esse modelo. A entidade rebate a tese dos bancários de que o modelo prejudica a categoria e torna o trabalho precário afirmando que de 2006 a 2010 houve aumento não só de agências e de profissionais contratados pelos bancos, mas também porque a categoria teve aumento real de salário e benefícios. Para as instituições, os correspondentes são passos para que novos negócios sejam feitos nas localidades atendidas.
Nos bastidores, a percepção de fontes da entidade é que o deputado Berzoini faz um movimento político para ganhar mais influência junto ao sindicato dos bancários, sua principal base eleitoral. Apesar dos sinais de lideranças do governo, a entidade acompanha o assunto de perto e vai fazer a disputa política para evitar que a ideia avance.
A Associação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços ao Consumo (Aneps) já recebeu cerca de 4 mil inscrições em todo o Brasil para as primeiras provas do seu programa de certificação dos agentes de correspondente, que atende a nova regulamentação do Banco Central.
Iniciado em julho, o programa teve suas primeiras provas realizadas na capital paulista. Em agosto, é a vez de 15 capitais (Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Brasília, Goiânia, Cuiabá, Salvador, Fortaleza, Recife, Belém, São Luís e Manaus) e do interior e litoral paulista.
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