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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Brasil tem mais de 165 mil correspondentes bancários

FEBRABAN - 11/08/2011

O Brasil possui hoje mais de 165 mil correspondentes bancários. Um canal de venda de produtos e serviços bancários que se constitui em uma importante inovação para o País, pois permite que o serviço financeiro atinja a uma grande camada da população, disse o presidente da Federação Brasileira de Bancos – FEBRABAN, Murilo Portugal, na abertura do Seminário de Relacionamento com Clientes – SEMARC 2011.

“Os bancos são um dos segmentos da economia com o maior volume de atendimento à população. A rede de correspondentes praticamente abriu os serviços bancários em todos os municípios do País”, ressaltou Portugal.

Os correspondentes estão presentes em regiões mais remotas do Brasil, como em pequenas cidades, que são afastadas de centros comerciais, ou próximas de encostas de rios. Eles facilitam a vida do cidadão prestando serviços financeiros em geral, como sacar e depositar dinheiro, tirar extrato, talão de cheques, receber benefícios sociais e pagar contas.

Crescimento do setor
Os dados divulgados no SEMARC mostram que o volume de transações bancárias triplicou nos últimos 10 anos, de 19 bilhões para 56 bilhões. “Essa ampla rede de atendimento exigiu, ao longo dos anos, esforços e investimentos em tecnologia da informação que, hoje, alcançam R$ 22 bilhões por ano”, afirmou Portugal.

No final de 2010, os bancos brasileiros possuíam mais de 88 milhões de contas correntes ativas; 97 milhões de contas poupança; mais de 32 mil agências bancárias e postos de atendimento; e 45 mil postos eletrônicos espalhados pelo País.

“A variedade e a quantidade de serviços prestados pelos bancos a toda a sociedade são enormes. Qualquer pessoa ou empresa pode ter acesso a serviços bancários na agência, na máquina de auto-atendimento, na Internet ou pelo telefone”, finaliza Portugal.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

FEBRABAN CONTESTA PROPOSTA DE MUDANÇA PARA CORRESPONDENTES

jornal DCI 17/08/2011 – Agência Estado

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) criticou a proposta do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) que limita a atuação dos correspondentes bancários. A entidade, que representa as instituições financeiras, participou de audiência pública para discutir o tema e apresentar sua avaliação de que os correspondentes ajudam a promover inclusão bancária e a desenvolverem-se localidades em que não há agências.

Para a Febraban, seria um retrocesso extinguir esse modelo. A entidade rebate a tese dos bancários de que o modelo prejudica a categoria e torna o trabalho precário afirmando que de 2006 a 2010 houve aumento não só de agências e de profissionais contratados pelos bancos, mas também porque a categoria teve aumento real de salário e benefícios. Para as instituições, os correspondentes são passos para que novos negócios sejam feitos nas localidades atendidas.

Nos bastidores, a percepção de fontes da entidade é que o deputado Berzoini faz um movimento político para ganhar mais influência junto ao sindicato dos bancários, sua principal base eleitoral. Apesar dos sinais de lideranças do governo, a entidade acompanha o assunto de perto e vai fazer a disputa política para evitar que a ideia avance.

A Associação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços ao Consumo (Aneps) já recebeu cerca de 4 mil inscrições em todo o Brasil para as primeiras provas do seu programa de certificação dos agentes de correspondente, que atende a nova regulamentação do Banco Central.

Iniciado em julho, o programa teve suas primeiras provas realizadas na capital paulista. Em agosto, é a vez de 15 capitais (Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Brasília, Goiânia, Cuiabá, Salvador, Fortaleza, Recife, Belém, São Luís e Manaus) e do interior e litoral paulista.