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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Banco Postal, agora administrado pelo Banco do Brasil


Em 5/06/2011
O Banco Postal já vem alguns anos sendo oferecido como serviço dos Correios. Por muito tempo, a administração estava por conta do Bradesco, o que garantia ao Banco presença em diversos dos municípios do país, uma vez que a maioria deles possuem agência dos Correios, embora nem todos possuíam uma agência bancária. No Banco Postal, são oferecidos serviços financeiros básicos, como aplicações em poupança, empréstimos, talões de cheques e cartões de crédito e débito. Para facilitar o acesso, as tarifas cobradas são baixas e simplificadas. (Saiba mais sobre o Banco Postal no Crédito e Débito)
Para além de apresentar o Banco Postal, o interessante é pensar no papel que ele desempenha para os grandes bancos. Como penetra em municípios pequenos, que sequer eram atendidos por agencias bancárias, o Banco Postal tem uma importante estratégica para qualquer empresa financeira (tanto quanto para os Correios que, com a pareceria, pode ampliar e melhorar seus serviços). Há uma tendência entre estas instituições financeiras de buscar novos clientes, sobretudo de classes mais baixas. Caso recente são os cartões de crédito ELO, numa parceria entre o Banco do Brasil, Bradesco e, posteriormente, Caixa Econômica Federal.

Banco do Brasil e o Banco Postal

Banco Postal e Banco do Brasil
Banco Postal e Banco do Brasil
Pensando em ampliar suas área de atuação. Estes três bancos citados, mais o Banco Itaú, participaram de uma licitação para fechar esta parceria com os Correios. O vencedor foi o Banco do Brasil que ofereceu 2,3 bilhões de reais para um contrato de 5 anos que podem ser prorrogável por mais cinco anos. A partir de janeiro o Banco do Brasil passará a operar também nas agências dos Correios substituindo o Bradesco.
Com a parceria, o BB terá 95% dos municípios brasileiros com serviços bancários e poderá, facilmente, ampliar seus serviços a todos os municípios.

Alelo


Em 15/12/2011
A Companhia Brasileira de Soluções e Serviços (CBSS), que administra os cartões Visa Vale, mudou o seu nome, no último dia 21, passando a se chamar Alelo. A marca, já conhecida pelos brasileiros no ramo dos cartões de refeição e alimentação, pretende ampliar o seu mercado, operando também com cartões pré-pagos e de câmbio. A escolha do novo nome se justifica por duas razões. Em grego, o termo “alelo” quer dizer “reciprocidade”, o que resume o tipo de ralação que a empresa pretende estabelecer com seus clientes. Além disso, a palavra se assemelha à da marca Elo, bandeira nacional também administrada pelo Banco do Brasil e o Bradesco. O objetivo é fortalecer as duas marcas, Elo e Alelo, criando novos cartões com a bandeira nacional.

Cartões de Câmbio

Alelo
Alelo
Os cartões de câmbio são aqueles utilizados pra converter moedas. Com eles, o consumidor decide o valor que deseja converter e conta com o saldo, já cambiado, para saques e pagamentos no exterior. A opção é interessante para quem vai viajar para outros países, podendo limitar os gastos e se beneficiar com a praticidade e a segurança dos cartões.
Atualmente, a Alelo administra o cartão MoneyCard. Trata-se de um cartão de câmbio pré-pago, disponível para transações em dólar. Até o final deste ano, a empresa disponibilizará as opções em euro, libra e real. Com isso, a Alelo pretende conquistar mais clientes, tanto brasileiros, quanto estrangeiros que visitam o Brasil. Com a Copa de 2014 e as Olimpíadas em 2016, o número de turistas em nosso país deve aumentar consideravelmente, o que ampliará a demanda por cartões de câmbio. A valorização do real também possibilita que mais brasileiros façam viagens para o exterior, torando esse mercado ainda mais interessante.

Cartões pré-pagos

Além dos cartões de refeição, alimentação e câmbio, a Alelo atuará no mercado de cartões pré-pagos de forma ampla. A exemplo do que acontece em outros países da América Latina e nos EUA, as empresas brasileiras passam a oferecer os cartões pré-pagos, que funcionam como um cartão de débito que não está associado à uma  conta bancária. Os especialistas acreditam que uso desse tipo de cartão deve crescer muito nos próximos anos, principalmente entre a classe emergente. Por isso, a Alelo lançar, a partir do ano que vem, opções de cartões pré-pagos com a bandeira Elo. Existe também a possibilidade da empresar gerir os cartões do bolsa-família, possibilitando que os beneficiários façam saques com o cartão.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

5 fatos sobre o PIB que dão calafrios na indústria brasileira


Economista do Iedi explica como o desaquecimento da economia nacional e a crise na Europa e nos EUA afetam a indústria no Brasil

 
Mineração (Exame)
Indústria extrativa mineral cresceu bem no trimestre, mas o resto do setor não acompanhou o movimento
São Paulo - Um dos números do PIB no terceiro trimestre que chamam a atenção é o da indústria. Na comparação com o trimestre anterior, o setor permaneceu praticamente sem crescer, avançando apenas 0,2%.
Embora alguns segmentos tenham apresentado um desempenho melhor, como a indústria extrativa mineral (alta de 2,2%), outros não cresceram nada. O atual momento, combinado com as dificuldades no cenário internacional, preocupa economistas especializados no setor.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) comunicou que vai rever sua atual projeção, e que o PIB do setor vai crescer menos que o esperado em 2011. O economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) Rogério de Souza apontou alguns fatos sobre o PIB que mais preocupam a indústria brasileira. Veja abaixo cinco deles.
1 Pé fora do acelerador
O crescimento industrial veio baixo, sim. Mas, segundo Rogério de Souza, o que realmente preocupa é que a economia brasileira como um todo está tirando o pé do acelerador. “Em qualquer comparação que você fizer, vai ver que o ritmo de crescimento está caindo. Isso tem a ver com as medidas de desincentivo do governo via restrição de crédito, ou mesmo a taxa de juros alta. Tudo bem, o Banco Central reduziu os juros na quarta-feira. Mas ele aumentou cinco vezes este ano. Isso desacelerou a economia e a indústria acompanhou”, diz o economista.
2 Crescimento mal distribuído
Crescer pouco preocupa. Mas, se o crescimento fosse mais bem distribuído, seria melhor. A indústria como um todo cresceu 0,2% no último trimestre, mas segmentos como o de transformação ficaram estagnados. Souza diz que o cenário é preocupante. “Os setores com melhor crescimento foram o da indústria extrativa mineral, por causa das commodities, e a ligada aos serviços de utilidade pública, como água, luz, saneamento, construção civil. São estes setores que estão puxando a indústria.”

3 Enxurrada de importados
No caso da indústria, em particular, há outros fatores que contribuem para a fraqueza. A maioria gira em torno do eixo da competitividade. “Produzir no Brasil é caro demais”, diz o economista. Logo, o que o Brasil produz também fica mais caro. O problema é que, com o real forte, a tendência é que os produtos importados entrem no país com um preço competitivo, ameaçando a indústria nacional.
A crise na Europa e nos Estados Unidos atrapalha ainda mais o cenário. “Em 2008 e 2009, a saída para as economias desenvolvidas era empurrar seus produtos para mercados emergentes, em franco crescimento, como era o caso do Brasil. Deve acontecer a mesma coisa agora”, explica Souza. Estes produtos tendem a ocupar lacunas que a indústria nacional não consegue preencher, ou substituir itens fabricados aqui por terem um preço competitivo.
4 Investimentos perdem espaço
Os investimentos da indústria, expressos no indicador da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), perderam terreno nos últimos trimestres. Isto fica claro quando se considera a comparação trimestre a trimestre. No terceiro trimestre de 2010 o crescimento havia sido de cerca de 21%. No segundo trimestre deste ano, o crescimento foi de 5,9%. “Esta queda nos preocupa porque os investimentos garantem que haverá oferta para a demanda futura, que ainda está aquecida. Além disso, a FBCF é importante para garantir o crescimento do país”, diz Souza.
O crescimento dos investimentos é “decepcionante”, na opinião do economista do Iedi. “Atualmente os investimentos representam 17% do nosso PIB. A meta do governo é chegar a mais de 23%. Esse alvo ajudaria o país a cumprir suas obrigações financeiras e crescer àquela taxa tão almejada de 4,5% ao ano. Mas estamos muito longe disso ainda e se continuar assim, não vamos chegar nunca.”
5 O cenário futuro desanima
Outra razão para os calafrios na indústria: a perspectiva até o fim do ano é de que o crescimento continue baixo. De acordo com o economista do Iedi, os dados da produção industrial mostram que a tendência é desacelerar mais. O comportamento do setor de bens intermediários, itens que serão usados na fabricação de outros produtos, desenha essa tendência com mais clareza. “Este setor cresceu 0,6% em produção. Acontece que ele é o de maior peso na indústria e é um termômetro do setor. Se ele cresce abaixo da média da indústria, isto significa que o setor todo ainda vai cair mais um pouco.”
“Não vejo nada que possa mudar de forma mais precisa ou contundente o cenário da indústria”, afirma Souza. Segundo ele, o plano Brasil Maior, do governo federal, pode ajudar alguns setores, mas não a indústria toda. Assim, o crescimento trimestral da indústria até o fim de 2011 deve continuar abaixo ou em torno de 1%. “O plano mostra que o governo é sensível, quer ajudar. Mas o Brasil Maior é incompleto. Precisamos avançar muito”, diz.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

PARCELAMENTO DE FATURA É ARMA PARA CONTER CALOTES

jornal Valor Econômico 19/08/2011 – Aline Lima

A elevação do limite de pagamento mínimo da fatura mensal do cartão de crédito de 15% para 20%, prevista para 1º de dezembro, já fez acender o sinal de alerta da inadimplência nas instituições financeiras. Para tentar minimizar a perspectiva de alta no número de calotes no fim do ano (e início de 2012), os bancos estão reforçando entre seus clientes a oferta de parcelamento da fatura do cartão. A modalidade facilita a organização financeira dos endividados e, diferentemente da linha de crédito pessoal, não contempla a disponibilização de recurso adicional ao limite pré-aprovado no plástico.

No Santander Brasil, o volume de parcelamentos de faturas de cartão de crédito cresceu 75% no primeiro semestre do ano ante igual período de 2010. "Temos certeza que vai haver um pico [de inadimplência], por isso estamos tentando prever cenários e estabelecer as ações necessárias", afirma Walter Antonio Savaglia Neto, gerente executivo de cartões do banco. O executivo conta que, no mês de junho, houve um aumento "marginal" de inadimplência, mas não sabe dizer se é reflexo do primeiro ajuste no limite de pagamento mínimo da fatura do cartão de crédito determinado pelo Banco Central (BC), de 10% para 15%.

Por via das dúvidas, o Santander pretende "tornar ainda mais abrangente" seu programa de educação financeira, criado há um ano e meio. "Nos planejamos e intensificamos a abordagem aos clientes no primeiro trimestre, quando a necessidade de crédito para pagar impostos e despesas escolares é maior, e vamos repetir a dose", diz. O uso do rotativo é uma variável importante na detecção de comportamentos de risco, mas não a única. "A propensão do cliente cancelar o cartão, por exemplo, é outra variável que utilizamos de forma combinada", explica.

A Itaucard também está atenta aos atrasos e ao crescimento da utilização dos limites pré-aprovados por seus clientes. "Não verificamos mudança no patamar de inadimplência ainda, mas vai piorar", afirma Fernando Teles, diretor da Itaucard. A administradora de cartões do Itaú Unibanco vem desde fevereiro intensificando a oferta de parcelamento da fatura a clientes "dependurados" no rotativo.

O Banco do Brasil (BB), que passou a disponibilizar a alternativa de parcelamento da fatura do cartão somente no início de 2010, informa que a modalidade vem tendo uma aceitação considerada consistente. Entre julho de 2010 e julho de 2011, a expansão no volume de parcelamento de faturas no banco estatal foi de 39%. O BB se antecipou à medida do BC que previa para junho a elevação do limite de pagamento mínimo da fatura do cartão para 15% e fez o ajuste ainda em outubro de 2010. A próxima correção, de 20%, deverá ser feita na data estipulada pelo BC, em 1º dezembro. "Mas vamos alertar os clientes sobre a mudança em setembro", diz Maria Izabel Gribel, gerente executiva de cartões do BB.