sexta-feira, 16 de setembro de 2011

'Íamos ao escritório, mas não tinha nada para fazer', diz ex-Lehman

G1 - 15/09/2011 10h19 - Atualizado em 15/09/2011 

Otávio Fakhoury contou ao G1 como foram os momentos finais do banco.
Gestor não quis mais trabalhar em bancos depois da quebra em 2008.

Otávio Fakhoury , sócio gestor da Mauá Sekular. (Foto: Arquivo pessoal)Otávio Fakhoury  em Wall Street, de férias em 2009
(Foto: Arquivo pessoal)
 
Em março de 2008, o experiente gestor Otávio Fakhoury foi contratado pela matriz nova-iorquina do Lehman Brothers para estruturar a área de renda fixa do banco no Brasil. O novo emprego parecia promissor: o sólido Lehman, que operava havia 158 anos e era então o quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos, pretendia acelerar o crescimento dos negócios no mercado brasileiro e até abrir em São Paulo a primeira agência da instituição na América Latina.
"O Lehman era considerado um bom lugar para se trabalhar. Era uma empresa menor, onde você podia fazer as coisas mais rápido e tinha um sistema de pagamento mais agressivo, como o do Goldman (Sachs, outro banco de investimento)", recorda o executivo.
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Fakhoury, 38 anos, hoje sócio gestor da Mauá Sekular, trabalhava há cinco anos no concorrente Merril Lynch quando saiu para assumir o cargo no Lehman. Havia morado cinco anos em Nova York e carregava ainda no currículo a experiência de oito anos no Citibank.
No Lehman, passou a ser um dos chefes em uma equipe que reunia cerca de 30 pessoas em um escritório na Avenida Faria Lima, em São Paulo. Respondia direta e constantemente à matriz do banco, em Nova York. O escritório paulista fechou um ano e meio depois de sua abertura, quando o fundo BTG, do banqueiro André Esteves, comprou os ativos do Lehman Brothers no Brasil. No fim, parte dos funcionários se dividiu entre o próprio BTG e o banco Standard Chartered, que contratou alguns dos ex-Lehman, como o próprio Fakhoury.
Funcionário do Lehman Brothers deixa prédio do banco no dia 15 de setembro de 2008. (Foto: AFO)Funcionário do Lehman Brothers deixa prédio do banco no dia 15 de setembro de 2008. (Foto: AFP)
 
Três anos depois da falência do Lehman Brothers, anunciada em 15 de setembro de 2008 e que ficou marcada como um dos momentos mais emblemáticos e transformadores da história econômica mundial, o executivo diz ao G1 que testemunhar de perto os dramáticos momentos da derrocada da instituição transformou também sua visão de profissional e investidor.
"Sinceramente eu não quis mais voltar para banco e nem  quero voltar (...). Não está valendo a pena nem psicologicamente, nem financeiramente.Tive umas quatro propostas de voltar para banco e não quis. O que nós vamos ver nos próximos anos vai deixar muita gente de boca aberta, muitos bancos que achávamos que nunca quebrariam vão quebrar", diz Fakhoury.  "Fica muito difícil confiar em um grande número de bancos hoje, acho que sempre tem que ter um prêmio de desconto para tudo. Não tem nada que resista para sempre".

Em entrevista concedida por telefone durante uma viagem a Roma, Fakhoury contou os bastidores do que viu e viveu no Lehman Brothers no Brasil e em Nova York durante 2008, que ficou marcado como o ano do nascimento da crise financeira internacional.

Confira os principais trechos da entrevista:
IncertezaJá em março de 2008, a notícia de que o banco de investimentos Bear Stearns, que também passava por dificuldades financeiras, foi comprado em março pelo banco JPMorgan a um preço considerado muito baixo e com ajuda do governo alimentou o clima de dúvidas de clientes e funcionários sobre a saúde financeira do Lehman Brothers.
"Pedi as contas da Merril Lynch em fevereiro e entrei no Lehman em março. Fiz uma viagem para lá de uma semana, para a iniciação. Quando eu voltei já teve a queda do Bear Sterns e nós já sentimos dificuldade em fazer negócio. Os clientes perguntavam mais da gente do que a gente dos clientes", diz. Na época, a versão oficial da empresa era de que tudo estava bem.
(Veja no vídeo acima: Miriam Leitão comenta os três anos da quebra do Lehman Brothers)
"Saíram análises dizendo que não aconteceria a mesma coisa com o Lehman. O tesoureiro do Lehman veio para o Brasil em julho, agosto, para visitar clientes e diziam que estava tudo bem. Todos perguntavam 'como o está o banco?', 'e a, a matriz?', e você dizia o que te diziam. Até abril, maio, o que me diziam era não, não tem problema, é ataque especulativo de hedge fund, Diziam que era especulação do mercado mas não vai contecer nada".
Funcionários partindo
"No fim de maio, começo de junho, começamos a perder funcionários, pessoas começaram a ir para outros bancos, algumas pessoas que receberam propostas. Quem era funcionário antigo começou a sair, perdemos três ou quatro funcionários da equipe do Brasil".
Ambiente triste
O ânimo e a motivação dos funcionários diminuiam à medida que o preços das ações do banco despencava, segundo Fakhoury. "Os funcionários que trabalhavam lá todos tinham ações do banco, metade do bônus vinha em ação. Era mais visível nos funcionários mais antigos. Tinha funcionário que não conseguia ligar para o cliente para fazer uma venda porque ele estava triste com a queda".
"Houve um senso de união entre os funcionários de São Paulo, principalmente dos funcionários novos. Tentávamos esperar uma empresa que nos contratasse em pacote, todos juntos. Teve gente também que ficou cada um por si, pediu para ser demitido para ir para outro emprego, não queria esperar".
Trabalho sem clientes
O efeito das baixas na equipe logo passou a se refletir nos negócios do Lehman no Brasil.
"As pessoas estavam indo embora e era impossível fazer negócio com alguém, a saída das pessoas começou a refletir na hora", diz.
"Em agosto nós íamos ao escritório todo dia, mas não tinha nada para fazer. Não tinha negócio, não tinha funding pra oferecer. Nós achávamos que o banco ia ser comprado por alguém, porque tinham acabado de fazer isso com o Bear Sterns. Virou até gozação a gente dizer, quem vai ser nosso patrão? Um coreano, um chinês? A ideia de que o negócio ia para o buraco nós não tínhamos".

A frequência ao escritório continou mesmo depois da quebra do Lehman, já que no dia do anúncio da concordata o banco informou que as subsidiárias do Lehman, como era o caso do Brasil, seguiriam em operação. "Nós, os funcionários no Brasil, continuamos um mês e meio indo lá. De 15 de setembro até 30 de outubro", relembra. "Parte do tempo passávamos montando apresentações para tentar vender a empresa e receber logo", diz.

Reunião e hostilidadeO sentimento de revolta dos antigos funcionários do Lehman ficou mais evidente em uma reunião de junho na matriz de Nova York com o presidente e executivo-chefe do banco, Richard Fuld, da qual Fakhoury participou por meio de videoconferência.
"O clima foi muito hostil, porque a ação do Lehman já tinha caído muito. O presidente do Lehman foi falar do futuro e das estratégias da empresa e os funcionários foram hostis. Questionavam ‘por que você não vendeu a empresa?’ Ele rebatendo a hostilidade dos próprios funcionários. O que era para ser uma reunião de funcionários, de estratégias, virou lavagem de roupa suja".
Espera no bar
No domingo, 14 de setembro de 2008, caiu por terra a última esperança de salvação do Lehman, aguardada ansiosamente pelos funcionários. A solução inicial, que incluía a venda de seus ativos rentáveis ao grupo britânico Barclays, foi abandonada depois que a instituição do Reino Unido renunciou, por causa da negativa do Tesouro dos EUA em dar respaldo financeiro à operação.
"No domingo de manhã já se sabia disso. Em Nova York, havia uma turma do Lehman bebendo em um bar ao lado do banco, esperando para ver o que ia acontecer. No fim da tarde, depois do anúncio, decidiram começar a pegar as coisas antes que chegasse o pessoal da intervenção na segunda".
Caixa para indenização
"Um dia nós de São Paulo nos reunimos informalmente, fomos no cara que cuidava de finanças e definimos que a empresa teria que ter caixa para não ir à falência caso a matriz quebrasse.  Passamos a deixar um volume extra em caixa reservado para o caso de precisarmos demitir e pagar indenizações. Quando o Lehman quebrou, havia três meses de caixa para pagar todas as despesas do banco".
Efeitos na família
"Na época eu tinha um ano de casado, mas não tinha filho. Se tivesse planos de ter naquela época, teria adiado. Minha esposa ficava preocupada, comia as unhas na frente da TV comigo. No domingo final, ela ficou grudada comigo na frente da TV como se fosse para assistir à final da Copa do Mundo. Eu não queria parecer preocupado, mas estava".
Mercado depois do Lehman
Para Fakhoury, trabalhar no mercado financeiro ficou menos atraente depois do episódio do Lehman.

"Quando fui para outro banco depois da quebra do Lehman, odiei o ambiente psicológico. Fui me queixar do descumprimento de um acordo e ouvi: fica quieto que você tem emprego. Olha o tanto de currículo que eu tenho aqui de gente boa que está em casa, e abriu uma gaveta cheia de currículo. Pedi demissão. Em 2009 eu percebi que esse ia ser o clima do mercado financeiro. O mercado financeiro ficou menos atrativo porque você não tem perspectiva de ser valorizado pelo seu trabalho".

Futuro da crise
"Hoje sou gestor de um fundo macro que opera no mundo inteiro e expresso minhas opiniões sobre o cenário global nesse fundo", diz Fakhoury, que vê tempos ruins para a economia mundial.
"Eu acho que 2008 está voltando para nos assombrar e a sensação que eu tenho é de que vai ser pior. As armas que nós tínhamos já usamos, os governos jogaram dinheiro em cima dos bancos, fizeram tudo o que puderam. Tem um limite de endividamento que está gerando problemas para muitos países. Como a Itália vai salvar os bancos, tão endividada? A Irlanda foi salvar e quebrou".
Marcas pessoais"Não querer trabalhar mais em banco foi o mais marcante que ficou em mim (da quebra do Lehman). A outra foi basicamente a maneira que eu enxergo a segurança financeira dos bancos hoje é bem diferente. Quando você põe o dinheiro no banco você não tem dinheiro, você tem a promessa de dinheiro. Dinheiro mesmo você tem quando tira e guarda na gaveta"".

"Como investidor eu também mudei depois da experiência do Lehman. Eu não compro mais nada enquanto não acabar essa crise bancária. A crise só vai acabar quando acabar de vez essa sujeira que tem nos bancos. Depois que isso acontecer que vai ser a hora de comprar".

Em três anos, mais de 380 bancos quebraram nos EUA, segundo FDIC

G1- 15/09/2011 - Atualizado em 15/09/2011 

Consequências não foram graves por serem bancos comerciais regionais.


Nos EUA, há cerca de 6.500 bancos; no Brasil, número não chega a 160.

 
Bancos falidos nos EUA entre 2001 e 2011 (Foto: Editoria de Arte/G1)
Nos últimos três anos, desde a quebra do Lehman Brothers, em 15 de setembro de 2008, mais de 380 bancos comerciais fecharam as portas nos Estados Unidos – sem que isso tenha causado qualquer abalo à economia mundial. Os dados são do Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), órgão do governo norte-americano cuja atuação é similar à do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) no Brasil, oferecendo garantias aos investidores.
Um dos motivos para tamanha diferença entre as consequências da quebra do Lehman Brothers e dessas mais de 380 instituições é o tipo do banco. O Lehman Brothers era um banco de investimentos; já a lista do FDIC refere-se apenas a bancos comerciais, que, nos Estados Unidos, têm forte vocação regional.
BankUnited faliu em 2009 (Foto: AFP)Em 2009, 140 bancos faliram nos EUA, entre eles o
BankUnited (Foto: AFP)
“Quando um banco de investimento quebra, uma vantagem é que não tem correntista, não tem aquela ideia da fila de pessoas na porta do banco querendo sacar o dinheiro. Mas o problema do banco de investimento é que como não tem esse tipo de captação [dinheiro de correntistas], a forma de captar recursos é através de operações compromissadas – tem muito mais interligações, muito mais contrapartes que o banco comercial”, explica Luis Otávio Leal, economista-chefe do Banco ABC Brasil.
“O Lehman Brothers era o quinto maior banco de investimentos dos Estados Unidos. As operações estavam alavancadas em 50 vezes (o que significa que o banco devia 50 vezes o que valia). É como um castelo de cartas – cada carta deste castelo era uma operação que estava ligada a outra instituição financeira, e numa escala global. O Lehman tinha uma interligação de operações monstruosa e global.”
Diferenças
A falência de quase quatro centenas de bancos nos Estados Unidos no curto espaço de tempo de três anos pode causar espanto aos brasileiros, mas não chega a ser motivo de insônia para os norte-americanos. Isso porque os sistemas bancários dos Estados Unidos e do Brasil têm profundas diferenças.
O Lehman Brothers era o quinto maior banco de investimentos dos Estados Unidos. Ele tinha uma interligação de operações monstruosa e global"
Luis Otávio Leal, economista-chefe do Banco ABC Brasil
Atualmente, existem cerca de 6.500 bancos comerciais nos Estados Unidos. No Brasil, eles não chegam a 160. “O sistema bancário brasileiro é muito mais concentrado que o americano”, destaca Leal.
Nos Estados Unidos, a maior parte dos bancos tem atuação regional. “Existem 865 bancos com problemas, que podem falir a qualquer momento. Toda semana, tem dois ou três bancos quebrando. É um processo de seleção natural lá.”
O economista-chefe do ABC Brasil lembra que, mesmo nos momentos em que não havia crise, cerca de 50 a 60 bancos se viam às voltas com problemas internos. “Obviamente que a proporção cresceu após a crise, mas esse processo não é algo que nos Estados Unidos tenha um apelo tão grande quanto no Brasil.”
Ricardo Mollo, professor de Finanças do Insper, diz que em 1990, havia 12.300 bancos comerciais nos Estados Unidos, praticamente o dobro do número atual. “Na década de 90 já veio havendo uma consolidação.” O mesmo fenômeno ocorreu no Brasil. “Em 1999, tínhamos 193 bancos no país. Em 2010, eram 159.”
Mollo destaca mais uma diferença entre os sistemas bancários dos dois países: a concentração de ativos, que, no Brasil, segundo ele, é “enorme”. “Em 2009, os dez principais bancos tinham 80% dos ativos de crédito. Os bancos no Brasil são muito importantes, com atuação nacional.”
Por isso, a falência de mais de 380 bancos nos Estados Unidos pode não ser considerada tão grave. “A quantidade parece muito grande, mas se for pegar a quantidade de ativos não é tão significante assim, não é nada relevante”, diz o professor do Insper.
FDIC decretou a falência do Greater Atlantic Bank em 2009 (Foto: AFP)O Greater Atlantic Bank fechou as portas em
dezembro de 2009 (Foto: AFP)
Consolidação
Para Mollo, a consolidação do sistema bancário é uma tendência mundial. “Na Inglaterra, tem quatro grandes bancos; na Itália, tem três; e, na Alemanha, há dez bancos, mas alguns são estatais que estão quebrando.”
Mas o fenômeno traz seus riscos. “Diminuindo a competição pode ser que as taxas fiquem altas. No Brasil, o mercado ainda é muito competitivo, apesar de dez bancos concentrarem as operações”, fala Mollo.
“Nos Estados Unidos, por ser uma economia muito maior, mais pujante, naturalmente o sistema bancário acabou ficando maior”, fala Leal, do ABC Brasil. Para ele, a forte presença de bancos estatais, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, além de instituições como o Banco do Nordeste, da Amazônia, por exemplo, “pode ter inibido um desenvolvimento maior do sistema”. “No Brasil, o sistema era muito estatizado até bem pouco tempo atrás”, diz.
Prós e contrasPara Leal, um sistema bancário com muitas instituições faz com que o mercado financeiro seja mais desenvolvido. “Tem muito mais opção de investimento”, diz.
Para o economista-chefe do ABC, mais do que o fato de ter menos instituições financeiras, o que faz o sistema brasileiro ser mais seguro e estável é a “supervisão bancária considerada padrão para o mundo”.
Ricardo Mollo, do Insper, também acredita que os bancos brasileiros “são mais rigorosos”. “Nossos bancos sabem dar crédito, as carteiras de crédito são bastante saudáveis. É uma diferença bastante relevante ao que acontece nos Estados Unidos e na Europa.”

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Cartões de Crédito Elo

Cartãoecredito.net

Depois de anunciando uma nova bandeira de cartões de crédito, os bancos parceiros passarão a oferecer os cartões Elo a partir do dia 04 de abril. A bandeira que promete brigar com as gigantes MasterCard e Visa foi idealizada em uma parceria entre Banco do Brasil e Bradesco, incluindo também a Caixa Econômica Federal que também oferecerá cartões Elo.
Apesar da parceria, a bandeira ELO será gerida por uma empresa específica, chamada ELO Serviços S.A. A princípio, apenas os três bancos, CAIXA, Bradesco e BB disponibilizarão os cartões ELO que terão várias funções atendendo igualmente  consumidores e lojistas, oferecendo não apenas os cartões de crédito, mas também cartões de débito, pré-pagos, private label. E, como os cartões estão vinculados às instituições, os cartões também terão suas funções bancárias, reunindo em um só plástico diversas possibilidades de movimentações.

Cartões de Crédito Elo
Cartões de Crédito Elo

O foco primeiro da ELO serão as classes menos abastadas e emergentes. Primeiramente, classes C, D e E serão o foco da empresa o que nos leva a ter um forte apelo aos cartões Pré pagos. E é interessante pensar que, embora estes três grandes bancos atuam como sócios na bandeira, enquanto emissores, cada banco terá sua própria estratégia como emissor, quer dizer, mesmo dentro de uma mesma bandeira, teremos uma boa concorrência entre as empresas.
Esperamos que, logo amanhã, tenhamos mais notícias dos Cartões ELO. Com mais novidades, postaremos aqui no Cartao e Crédito. Por ora, apenas os contatos de impressa dos bancos respondem.

VISÃO GLOBAL DAS TAXAS DE JUROS

Última Atualização: 13/09/2011
Principais Bancos Centrais
Próxima Reunião
Última Alteração
Taxa Atual
Banco Central do Brasil    
30/08/2011
31/08/2011
12,00%
Banco Central do Canadá 25/10/201108/09/20101,00%
Banco da Inglaterra (BoE)  06/10/201105/03/20090,50%
Banco do Japão (BoJ)07/10/201119/12/20100,10%
Banco Central Europeu (BCE)06/10/201107/07/20111,50%
Federal Reserve (Estados Unidos)20/09/201116/12/2008 0,25%
Banco Central da Austrália04/10/201102/11/20104,75%
Banco Central da Suíça15/09/201103/08/2011
0,00%
    
Américas
Países
Taxa Atual
Última Alteração
Taxa Anterior
Argentina11,15%
N/A
10,50%
Brasil
12,00%
31/08/2011
12,50%
Canadá
1,00%
08/09/2010
0,75%
Chile3,25%
16/12/2010
3,00%
Estados Unidos
0,25%
16/12/2008 
1,00%
México4,50%
17/07/2009
4,75%
    
Europa
Países
Taxa Atual
Última Alteração
Taxa Anterior
União Européia
1,50%
07/07/2011
1,25%
República Tcheca
0,75%
06/05/2010
1,00%
Hungria
6,00%
24/01/2011
5,75%
Islândia
4,50%
17/08/2011
4,25%
Noruega
2,25%
12/05/2011
2,00%
Polônia
4,50%
08/06/2011
4,25%
Eslováquia
1,75%
13/05/2009
2,25%
Suécia
2,00%
07/09/2011
1,00%
Suíça
0,00%
03/08/2011
0,25%
Reino Unido
0,50%
05/03/2009
1,00%
    
África
Países
Taxa Atual
Última Alteração
Taxa Anterior
África do Sul
5,50%
10/09/2010
6,50%
Egito
8,25%
22/09/2009
8,50%
    
Oriente Médio
Países
Taxa Atual
Última Alteração
Taxa Anterior
Turquia
5,75%
05/08/2011
6,25%
    
Ásia
Países
Taxa Atual
Última Alteração
Taxa Anterior
Austrália4,75%02/11/20104,50%
China6,56%06/07/20116,31%
Hong Kong0,50%17/12/20081,50%
Índia8,00%26/07/20117,25%
Japão0,10%19/12/20080,30%
Coreia do Sul3,25%10/06/20113,00%
Nova Zelândia2,50%09/03/20113,00%
Taiwan1,875%01/07/20111,75%

Congresso argentino ratifica criação do Banco do Sul

UOL - 08/09/2011 - 08h10

O Congresso Nacional argentino aprovou, nesta quarta-feira, o projeto que ratifica a criação do Banco do Sul, que conta com participação de sete dos países que integram o bloco Unasul - Brasil, Argentina, Bolívia, Uruguai, Venezuela, Equador e Paraguai.
A medida foi aprovada por unanimidade pelos 210 deputados do Congresso, depois de já ter recebido o aval do Senado.
Por conta disso, a medida já ganha caráter de lei na Argentina, mas ainda depende da aprovação dos Congressos de outros integrantes do grupo de países, como o Brasil, para entrar em vigor.
A criação do Banco do Sul agora já foi aprovada pelos Congressos de quatro dos sete países fundadores da instituição: Venezuela, Equador, Bolívia e Argentina.
Além do Brasil, a medida ainda precisa ser ratificada pelo Congresso do Uruguai.
No Congresso argentino, a medida teve apoio tanto de parlamentares da situação e da oposição.
O deputado da oposição, Alfonso Prat-Gay, da Coalizão Cívica e ex-presidente do Banco Central, disse que a nova instituição financeira "vai estimular as obras de infraestrutura e de desenvolvimento" na região.

Sem poderes contra crise

No entanto, ele observou que o banco "não é um veículo para combater a crise internacional".
Para outro deputado, Miguel Giubergia, do partido opositor União Cívica Radical, a medida chega em boa hora.
"Neste cenário de globalização em que vivemos e nesta hora de incertezas internacionais, o Banco do Sul é uma boa notícia para os países da região", disse.
Na opinião, de outro parlamentar, Carlos Heller, do Novo Encontro, o Banco do Sul vai facilitar a integração regional e "busca fortalecer conceitos de soberania política e econômica frente ao mundo".
A previsão é que a instituição terá uma capitalização de US$ 7 bilhões (cerca de R$ 11,6 bilhões) para "o desenvolvimento econômico e obras de infraestrutura" dos países da América do Sul.
Neste pacote financeiro inicial, a Argentina entrará, inicialmente, em 2012, com 400 milhões de pesos (cerca de R$ 157,5 milhões), segundo a agência oficial Telam.

Contribuições

A ideia é que Brasil e Argentina sejam os maiores contribuidores para o funcionamento do banco em seus cinco primeiros anos.
Outros países terão prazos maiores para contribuir, dez anos. O banco terá um conselho de ministros, um conselho administrativo e um conselho de auditoria.
A instituição foi uma ideia lançada pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em 2007. Dois anos mais tarde, em setembro de 2009, os presidentes dos países deste grupo assinaram sua criação.
Além dos seis países que o integram, o Chile assinou o documento como observador da iniciativa que, segundo Chávez, cumprirá papel semelhante ao de instituições como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

UOL - 05/09/2011

Turistas estrangeiros gastam mais com cartão de crédito no Brasil em janeiro

SÃO PAULO – Janeiro é o mês em que os turistas estrangeiros mais gastam com cartão de crédito no Brasil. Segundo dados da Visa, em janeiro de 2010, os estrangeiros gastaram US$ 212 milhões com cartão de crédito da bandeira no País, um crescimento de 22% ante os US$ 173 milhões gastos no mesmo mês de 2009.
O segundo mês que mais registra gastos de turistas no cartão é dezembro. No último mês de 2010, os estrangeiros gastaram US$ 209 milhões, ante US$ 203 milhões gastos em dezembro do ano anterior (crescimento de 3%).
Em terceiro lugar aparece o mês de março, que registrou US$ 194 milhões de gastos de turistas com cartão de crédito, 27% a mais do que os US$ 153 milhões registrados em 2009.
Outros meses
Na sequência, aparece o mês de fevereiro. De acordo com a Visa, os turistas estrangeiros gastaram US$ 191 milhões com cartão de crédito da bandeira no Brasil em 2010. Agosto vem logo depois, com US$ 167 milhões, seguido por novembro (US$ 166 milhões), outubro (US$ 159 milhões) e julho (US$ 149 milhões) .
Os meses em que os estrangeiros menos gastaram em 2010 foram abril, com US$ 134 milhões, maio (US$ 128 milhões) e junho (US$ 127 milhões).
Total
No total, os gastos de turistas estrangeiros no Brasil com cartão de crédito da bandeira Visa cresceram 16,7% e atingiram US$ 2,1 bilhões em 2010, ante US$ 1,8 bilhão gastos em 2009.
Os turistas norte-americanos foram os que mais gastaram com cartão de crédito em terras brasileiras em 2010, com um total de US$ 480 milhões ou 22,8% do total. Em relação a 2009, quando foram gastos US$ 457 milhões por turistas dos Estados Unidos, o crescimento foi de 5%.
Levantamento
Os gastos dos portadores do cartão Visa baseiam-se nos dados do VisaVue Travel, que analisa os gastos com turismo pagos com o cartão Visa por estrangeiros em visita ao Brasil, vindos de alguns países estratégicos, em 2009 e 2010.

Classe C faz poupança com cartão de crédito

UOL- 01/09/2011

SÃO PAULO - Durante o C4 2011, os produtos de crédito para as classes C, D e E foram tema de palestra. O sócio diretor do Data Popular, Renato Meirelles, afirmou que, nos últimos anos, a classe C se tornou o principal mercado consumidor brasileiro.
"Hoje, a cada 12 cartões de crédito, sete pertencem à classe C, que já representa 53,9% da população nacional. Ou seja, uma quantidade de consumidores que não pode ser ignorada pelo varejo brasileiro".
Ainda segundo Meirelles, esse é um público que já se enrolou com o acesso ao crédito, mas hoje faz poupança com os cartões. "Eles possuem cerca de quatro cartões bloqueados na gaveta. Quando precisam de dinheiro, desbloqueiam e usam. Isso nada mais é que poupança e crédito", garante.
Classe C x crise
O diretor afirmou ainda que esse público tem potencial para movimentar anualmente um trilhão de reais em consumo.
"E é esse montante que segura o País em momentos de crise, porque eles continuam comprando em épocas de incerteza. Eles compram uma moto para entregar pizza no final de semana e aumentar o orçamento. Eles sabem se virar, não ficam chorando a queda das ações no mercado de capitais".
Ainda durante a palestra, Meirelles afirmou que, quando esse público fica inadimplente, se esforça ao máximo para pagar suas dívidas, e quando possui dinheiro, dá preferência em pagar primeiro as compras que fizeram no chamado 'fiado'.
"A classe média tem 70% dos cartões de crédito do Brasil. Porém, 23% da classe C paga fiado, número que aumenta para 46% na classe D. E isso também é crédito, e o principal, quando ele tem dinheiro ele prefere pagar o dono da mercearia que confiou nele no momento de dificuldade ao invés de pagar o banco que, quando ele mais precisou, não lhe deu crédito", finalizou.