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sábado, 3 de setembro de 2011

Nova versão do cartão de Roberto Carlos quer atrair os homens

Público masculino não se sentia confortável em usar cartão com foto do cantor, diz Credicard

IG - Augusto Gomes, 03/09/2011
 

A Credicard vai lançar uma nova versão do cartão de crédito de Roberto Carlos até o final do ano. A diferença em relação à atual é que ela não traz uma imagem do cantor. O lançamento é uma forma de atrair o público masculino. Pesquisas feitas pela empresa revelaram que muitos homens tinham interesse no cartão "Emoções", mas se sentiam desconfortáveis em levar na carteira um produto com a foto de Roberto.
O cartão de Roberto Carlos foi lançado em abril e, até o momento, vem atraindo principalmente o público feminino. "Já temos 100 mil cartões e o compromisso de atingir 250 mil no primeiro ano", diz Cintia Yamamoto, superintendente de marketing da Citi Brasil. O contrato tem a duração de dez anos. "Queremos chegar a um milhão de amigos nos próximos cinco anos", afirma Cintia, referindo-se à música "Eu Quero Apenas".
Convencer o Rei a ter um cartão de crédito com seu nome levou tempo. Segundo seu empresário, Dody Sirena, já nos anos 1990 um banco fez uma proposta neste sentido. "Naquela época, o Roberto estava na sua fase mais religiosa", lembra Sirena. "Então, quando falei da proposta, ele disse: 'Não posso aceitar. Imagine se alguém usa o meu cartão para pagar o motel que levou a amante?'"
Na próxima quarta-feira, Roberto Carlos vai se apresentar em Jerusalém. O show acontecerá no Brechat Hasultan (em português, Piscina do Sultão), um anfiteatro colado à muralha da Cidade Velha. Mais de cinco mil ingressos foram colocados à venda. Desses, 1,5 mil são destinados a brasileiros que vâo a Israel especialmente para a apresentação.
O show também vai virar um especial da TV Globo, a ser exibido no dia 10 de setembro, logo após a novela "Fina Estampa". No final do ano, devem chegar às lojas CD e DVD com o conteúdo da apresentação. E, num futuro um pouco mais distante, a performance de Roberto Carlos também poderá ser vista em 3D.
"Daqui a dois anos, as televisões 3D já serão uma realidade. Por isso, o show também será filmado nesse formato, para termos um produto no futuro", diz Dody Sirena. Antes disso, o Rei em três dimensões poderá ser visto nos cinemas. Mas as sessões não serão abertas ao público. "Queremos exibir até o fim do ano, mas só em eventos para convidados", afirma.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Elavon anuncia David Zini (ex-Redecard) como Vice Presidente de Negócios

Portal Fator Brasil
 
Donizete Barbosa (ex-Cielo) será o diretor comercial. Empresa acelera ritmo de montagem da equipe com meta de conquistar 15% do mercado brasileiro de adquirência até 2015.
São Paulo – A Elavon acaba de anunciar a nomeação de David Zini para o cargo de vice-presidente de Negócios da companhia no Brasil. Ex-diretor regional e de varejo da Redecard, sua missão é comandar o departamento comercial da empresa que tem como meta conquistar 15% do mercado brasileiro de adquirência até 2015.
Com presença em 30 países, a Elavon foi eleita a melhor adquirente da Europa em 2010, na conferencia Cards & Payments Europe 2011. Ela é a segunda maior empresa do setor nos EUA por volume de afiliações. Considerando todas as suas operações no mundo a Elavon realiza 2,8 bilhões de transações por ano. No Brasil, a empresa inicia suas operações como um Joint Venture entre a Elavon Inc e o Citi/Credicard.
David Zini é formado em Direito pela PUC (Pontifícia Universidade Católica) e graduado em Business Administration pela Triaton College, além de MBA em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas e na Kellogg School of Management, dos EUA.
Segundo ele, a estrutura da área comercial está sendo montada com foco em buscar o maior número de parceiros possíveis para ganhar volume de transações. Para isso, a Elavon vai apostar no relacionamento com os varejistas e na oferta de produtos diferenciados com base na experiência internacional da companhia.
“Teremos presença em todos os Estados onde o relacionamento com nosso cliente varejista exigir. Os números ainda não são definitivos, mas a princípio estimamos ter até o final de 2012 cerca de 50 pessoas diretamente ligadas ao departamento comercial da Elavon e outros 500 postos de trabalho indiretamente ligados à companhia”, diz.
Zini comenta ainda que a empresa trabalhará em parceria com os bancos. A intenção é usar as estruturas das instituições financeiras como canal de distribuição. “A Elavon é uma empresa completamente independente. Os varejistas que trabalharem com a Elavon terão total liberdade de continuar operando com os bancos que quiserem. Desta forma, não haverá restrição nem para a Elavon e nem para nenhum de seus parceiros varejistas em fechar formas de operação compartilhada com nenhum dos bancos que operam no Brasil”, explica.
David Zini configurou a estrutura do departamento tendo na direção comercial a presença de Donizete Barbosa, profissional que atua no mercado de cartões há mais de 15 anos e ocupou a posição de Diretor Comercial nos últimos anos na Cielo (ex-Visanet). “Donizete tem um profundo conhecimento dos clientes e uma enorme receptividade junto ao varejo por sua conduta pessoal e profissional. ”
O presidente da Elavon, Antonio Castilho, explica que a Elavon é uma empresa voltada totalmente para o varejo e que isto se reflete até nas pessoas que irão dirigir a companhia no Brasil. Ele afirma que sua própria trajetória profissional que registra experiência na Cielo (ex-Visanet), assim como a de David Zini, ex-Redecard e de Donizete Barbosa (também ex-Cielo) é uma prova disso. “Somos profissionais especializados na área de adquirência. Entendemos de varejo. Nosso foco é varejo. A Elavon representa uma nova visão para este segmento. Ela é uma empresa voltada a desenvolver soluções de captura e negócios específicos para atender ao cliente do varejo”, enfatiza Castilho.
Segundo ele, outra característica que será marca registrada da Elavon é a diversidade na formação da equipe. “Acreditamos que a mistura das culturas do mercado brasileiro somada à convivência com a experiência internacional de uma empresa global terá condições de oferecer diferenciais competitivos que enriquecerão o mercado de adquirência no Brasil e isto trará benefícios para todos”, conclui.
Perfil-A Elavon do Brasil é uma empresa de serviços para varejistas que oferece um conjunto completo de soluções de pagamento ao mercado brasileiro.
Com sólido crescimento no consumo e volume de crédito no Brasil, a nova empresa concorre em um mercado crescente que demanda escala, experiência, qualidade e inovação nos serviços. Combinados com a especialização de mercado da Credicard e o reconhecimento da marca, a Elavon fornece uma plataforma de processamento, eficiência financeira, soluções inovadoras de pagamento e processadores seguros em pontos de vendas, para aceitação de transações móveis.
A Elavon é a segunda maior empresa do setor nos EUA por volume de afiliações. Considerando todas as suas operações no mundo a Elavon realiza 2,8 bilhões de transações por ano. Com presença em 30 países, a Elavon foi eleita a melhor adquirente da Europa em 2010, na conferencia Cards & Payments Europe 2011.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

EMPRÉSTIMO PESSOAL NO CARTÃO GANHA FORÇA

jornal Valor Econômico 19/08/2011 – Aline Lima

À sombra do crédito rotativo, uma modalidade ainda pouco difundida começa a dar sinais de força na indústria financeira. Trata-se de empréstimo pessoal por meio do cartão de crédito, produto que, além de fazer as vezes de linha adicional ao limite pré-aprovado do cartão, está sendo oferecido, em alguns casos, também como alternativa ao caríssimo juro do rotativo.

Itaú Unibanco e Santander vêm intensificando a oferta de empréstimo pessoal por meio do plástico para expandir suas carteiras de crédito principalmente entre não-correntistas. A modalidade é também alvo de interesse do HSBC, que estuda o lançamento do produto neste segundo semestre, por meio de sua financeira Losango.

Na pioneira Credicard, a linha de crédito pessoal já responde por 39% do saldo de recursos financiados (o rotativo por 55% e os acordos de parcelamento, por 6%), segundo Leonel Andrade, presidente da empresa. No fim de 2008, o rotativo representava 95% do estoque financiado da administradora de cartões do Citi e os acordos de parcelamento, os 5% restantes.

"O rotativo não é um negócio no qual eu apostaria no futuro", sentencia o presidente da Credicard. Andrade acredita que o rotativo tende a continuar perdendo espaço nos números da empresa. A expectativa é que, até o fim de 2012, a balança se inverta e cerca de 60% do saldo financiado na Credicard seja proveniente da linha de crédito pessoal e 40% do rotativo.

No Itaú Unibanco e Santander, o foco não está direcionado a clientes que costumam fazer uso constante do rotativo, e sim àqueles com potencial para gastos superiores aos volumes usualmente despendidos por mês no cartão. Na mira estão principalmente não-correntistas, já que os correntistas podem acessar linhas de empréstimo pessoal pela internet, caixas eletrônicos ou nas agências.

"O cartão foi a única forma encontrada de fazer crédito pessoal para esse público", explica Fernando Telles, diretor da Itaucard. Embora não revele o volume financiado pela linha, o executivo diz que o montante cresce de forma expressiva desde 2009, quando o produto começou a ser oferecido pela Itaucard.

Parte do desempenho é puxado pelo elevado valor dos desembolsos. O tíquete médio do empréstimo pessoal por meio dos plásticos Itaucard é de R$ 3,5 mil. O prazo é de 24 meses, podendo chegar a 36 meses no caso de correntistas. Segundo Teles, 80% dos tomadores são não-correntistas do Itaú Unibanco, e a maioria tem perfil de alta renda.

A carteira de cartão de crédito do Itaú Unibanco, na qual estão incluídas as operações de empréstimo pessoal feitas por meio do cartão, apresentou expansão de 22,8% nos 12 meses encerrados em junho, alcançando R$ 34,555 bilhões.

O Santander oferece empréstimo pessoal por meio do cartão de crédito desde 2009, mas foi em 2010 que o banco passou a impulsionar o produto comercialmente, por meio de anúncios via mala direta e telemarketing. As campanhas muitas vezes estão atreladas a ofertas de produtos, cujas condições são negociadas previamente em acordos entre o Santander e redes de varejo.

A saldo de empréstimo pessoal vinculado ao cartão triplicou de tamanho no Santander entre junho de 2010 e junho de 2011, segundo Walter Antonio Savaglia Neto, gerente executivo de cartões do banco. Ele não informa o volume financeiro, mas diz que o valor é significativo. A carteira de cartão de crédito do Santander cresceu 32% entre junho de 2010 e junho de 2011, para R$ 11,7 bilhões.

Batizado de SuperCrédito, o empréstimo pessoal do Santander é oferecido a não-correntistas como uma linha adicional, que não compromete o limite do cartão de crédito e tem pagamento parcelado em até 36 vezes. "Incremento meu relacionamento com o cliente e ainda o mantenho na base por muito tempo", observa Savaglia Neto.

Tanto no Santander como no Itaú Unibanco, os critérios para a escolha dos clientes que irão receber proposta de empréstimo pessoal pelo cartão parecem convergir para um perfil de tomador financeiramente disciplinado, apesar de propenso a consumir mais. "Procuramos identificar na base pessoas adimplentes", diz Teles, da Itaucard. "O rotativo tem uma natureza distinta do crédito pessoal, pressupõe uma decisão temporal."

O Santander está atrás de clientes com um comportamento de risco "adequado" ao produto, segundo Savaglia Neto. "Não encontro relação direta entre o crédito pessoal e o rotativo", afirma. O executivo reconhece, porém, que as taxas praticadas pelo rotativo estão "fora da realidade". "Enfrentamos queda no volume de financiamentos pelo rotativo e isso é o que queremos", diz Savaglia Neto.

A estratégia de substituição paulatina do rotativo pelo crédito pessoal pressionou, num primeiro momento, a receita da Credicard. De acordo com Leonel Andrade, houve uma queda de 10% da receita total em 2009, quando o crédito pessoal começou a ser oferecido pela Credicard, na comparação com 2008. A taxa média de juro da linha é de 5,3% ao mês, enquanto no rotativo esse valor sobe para 11,5%.

O crescimento da base de clientes da Credicard, atualmente de sete milhões, e do volume movimentado pelo crédito pessoal - a linha pode chegar a um valor até três vezes superior ao limite pré-aprovado do cartão - compensou, posteriormente, a migração "provocada", em parte, pela Credicard. A receita da empresa cresceu 10% entre 2010 e 2009 e 20% no primeiro semestre de 2011 ante o igual período do ano passado, segundo Andrade.

"É preciso repensar o negócio de cartões, pois a receita do rotativo é enorme, mas não significa que seja um bom produto", diz o presidente da Credicard. Uma das desvantagens seria a sazonalidade da linha, que tende a cair significativamente em períodos de mercado de trabalho aquecido. "O rotativo é muito rentável, mas oferece poucos meios de controle. O cliente entra e sai a hora que quer, se sente explorado e, por isso, não é fidelizado", diz.

À frente da Credicard desde o fim de 2008 e, anteriormente, no comando da Losango, Andrade conta que, sempre que se tentou baixar a taxa de juro do rotativo, o consumidor não reagiu. "Teoricamente, eu ganharia se conseguisse atrair clientes de outros bancos ou se os meus passassem a usar mais o rotativo", diz. "Mas como o consumidor não percebe, perco receita e não agrego novos consumidores", completa.

O crédito pessoal, em compensação, apresenta vantagens como a maior previsibilidade de pagamento do empréstimo, que se reflete em menores riscos de inadimplência. Além disso, os executivos do mercado ressaltam o alto nível de recorrência à linha por parte do tomador.