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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

CIELO E REDECARD TERÃO CONCORRENTES DE PESO EM 2012

14/01/2012


jornal Brasil Econômico 03/01/2012 – Flávia Furlan

O mercado de cartões brasileiro ficará mais concorrido este ano, quando duas novas credenciadoras — companhias que fazem a comunicação entre o comércio e as bandeiras — entrarão em operação: as americanas Elavon e Tsys. As empresas chegam para competir com Cielo e Redecard, que hoje dominam a atividade de adquirência, e vão usar como estratégia aquilo que está sendo experimentado pelas veteranas, que é agregar valor às “maquininhas” disponibilizadas ao comércio, como com programas de fidelidade, sem entrar em guerra de preços.

Segundo Antonio Castillo, presidente da Elavon na América Latina — credenciadora que atua em 30 países e que tem um escritório com 100 funcionários no Brasil—, a companhia vai entrar no país com produtos diferenciados para cada tipo de varejista e tem serviços para empresas do setor aéreo, turismo, saúde e para o comércio eletrônico. “Acreditamos que o mais importante para o varejo é economia em cima das receitas operacionais. A estratégia da Elavon não é baseada em preços.”

A Elavon já fechou contrato com 200 varejistas de todos os portes, sendo que os menores devem começar um projeto piloto no primeiro trimestre de 2012 e os grandes vão entrar em operação até o final do primeiro semestre, já que estão passando por uma fase de desenvolvimento de produtos especiais a serem aplicados no país. A empresa já teem sua carteira bandeiras como Visa, MasterCard, Diners e Discover, mas não descarta a parceria com as bandeiras regionais.

Antonio Jorge Bueno, responsável pela América Latina da conterrânea Tsys, pondera que quer entregar no Brasil muito valor agregado às maquininhas. “O caminho neste mercado é a diferenciação”, afirma, sem adiantar qual a estratégia que a empresa seguirá no país quando começar a operar, o que deve ocorrer no próximo ano. A Tsys atua no Brasil como processadora de transações de cartões desde 2009, tendo como principal cliente o Carrefour. No mundo, a empresa tem capacidade de processar 7 bilhões de pagamentos ao ano e apenas nos Estados Unidos ela atua também como credenciadora, a exemplo do que ocorrerá no Brasil. De acordo com Bueno, a guerra de preços só estragaria o mercado para todo mundo e, portanto, não é a estratégia que deve adotar. “Conforme o preço abaixa, a qualidade do serviço cai e tudo tem um limite. Quero fornecer tanto benefício ao cliente que ele aceite pagar mais pelo meu serviço”, pondera.

As novas empresas de credenciamento entram em sintonia com as veteranas do setor. “Não vamos entrar em guerra de preços”, afirmaram em coro Claudio Yamaguti, presidente da Redecard, durante reunião com investidores, e Rômulo Dias, presidente da Cielo, em entrevista ao BRASIL ECONÔMICO.

As empresas reduziram suas margens durante o ano de 2010, quando houve em julho a abertura do mercado de credenciamento com o fim da exclusividade de Cielo prestar serviço de adquirência para a Visa e a Redecard para a MasterCard.  Em ambiente mais competitivo, as companhias foram forçadas a reduzir preços, inclusive a taxa de desconto cobrada do varejista pelo aluguel das maquininhas. Para se ter uma ideia, entre o terceiro trimestre de 2010 e o mesmo período de 2011, a taxa da Redecard e da Cielo caiu 8%. No entanto, agora o que se percebe é que essa taxa tende a se estabilizar, uma vez que as empresas voltaram a buscar rentabilidade para garantir resultados.

O Santander, que entrou no mercado de adquirência em 2010 em parceria com a GetNet, vai no sentido contrário dos concorrentes e já anunciou, inclusive, a não cobrança da taxa de desconto aplicada ao varejista pelo aluguel das maquininhas. A meta é ganhar escala e depois buscar rentabilidade.

Preço baixo é importante para novata ganhar mercado

A estratégia de cobrar um preço menor é importante para quem está entrando no mercado de adquirência brasileiro, pois é deste modo que se conquista mais escala, segundo a equipe de pesquisas da corretora Planner. “O Santander está em primeiro lugar buscando volume porque precisa de participação neste setor, já que a Cielo e Redecard têm uma vantagem muito forte”, pondera a equipe de analistas. Para eles, vai ser difícil ganhar espaço como Elavon e Tsys estão propondo, apenas agregando valor às maquininhas, a não ser que se conquiste clientes com grande volume de transações. Dados do terceiro trimestre de 2011 mostravam que a Cielo detinha 56,7% do mercado de credenciamento, ante 42,1% da Redecard e 1,2% de outras. Pesquisa da Boanerges & Cia. Consultoria de Varejo mostra que, em 2016, quando o Brasil atingir 13,7 bilhões de transações ao ano, a Cielo terá parcela de 41,6% do mercado, contra 37,2% da Redecard e 21,16% das demais empresas.

domingo, 13 de novembro de 2011

BR faz parceira com Cielo para operar cartão em postos

Notícias / Cartão - 24/08/2011

 

A companhia formou parceria com as operadoras Cielo, CTF e First Data para centralizar as transações feitas nos postos em equipamentos próprios e a taxas menores do que a cobrada hoje

Por Agência Estado

 Shutterstock
Pelo menos 60% dos pagamentos é feito via cartão. Com sete mil postos sob sua bandeira no País, a BR comprou 15 mil máquinas que serão distribuídas gratuitamente na rede de postos
A BR Distribuidora agora vai operar os cartões de crédito na sua rede de postos de combustíveis e implementar a tecnologia para a venda de botijões em caminhões da Liquigás para a entrega em domicílio, conforme antecipou a Agência Estado em 27 junho.
A companhia anunciou hoje que formou parceria com as operadoras Cielo, CTF e First Data para centralizar as transações feitas nos postos em equipamentos próprios e a taxas menores do que a cobrada hoje. Em entrevista à imprensa, o presidente da BR, José Lima de Andrade Neto, disse que hoje as taxas cobradas variam de 1,9% a 3% e o posto de combustível ainda tem que pagar pelo aluguel das máquinas. Atualmente cada posto paga aproximadamente R$ 270 por mês por aluguel.
Pelo menos 60% dos pagamentos é feito via cartão. Com sete mil postos sob sua bandeira no País, a BR comprou 15 mil máquinas que serão distribuídas gratuitamente na rede de postos e também nas revendas móveis da Liquigás. "Além de conquistar este mercado do comprador de gás na porta de casa, vamos reduzir os custos do revendedor da máquina BR", disse Lima, sem informar qual será a taxa a ser cobrada nas máquinas próprias junto à revenda.
A expectativa, diz ele, é de que esta redução de custos seja repassada para o consumidor final, mas não há garantias de que isso ocorra de fato, ou se os proprietários dos postos vão se apropriar desta margem.
Segundo a subsidiária da Petrobras, cerca de 65 postos da rede já estão operando com máquinas de cartão de crédito (POS) da Petrobras no Rio de Janeiro. A ideia é que, até o final de ano, o sistema esteja disponível em todos os postos da distribuidora. Lima afirmou que a meta da companhia é um mercado de gira em torno de R$ 35 bilhões, equivalente ao market share da empresa, hoje na casa dos 32%.

Lucro da Cielo cai 6,3%, para R$ 457,6 milhões no trimestre

Época Negócios - 01/11/11
 Total das operações com cartões de crédito foi o destaque e cresceu 21%, enquanto o de débito, 14%




A Cielo anunciou hoje que obteve lucro líquido de R$ 457,6 milhões no terceiro trimestre, redução de 6,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação com o segundo trimestre de 2011, houve aumento de 8%.
O volume financeiro capturado nos terminais da empresa que fazem a leitura dos cartões de crédito e débito somou R$ 80,5 bilhões, aumento de 20,4% em 12 meses e 6,2% no trimestre.
O total das operações com cartões de crédito foi o destaque e cresceu 21%, enquanto o de débito, 14%.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 741,2 milhões, redução de 2,6% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. A margem Ebitda ajustada fechou setembro em 61,2%, redução de 5,7 pontos percentuais em comparação de 12 meses.
A receita líquida foi de R$ 1,056 bilhão, expansão de 2,4% na comparação com os meses de julho a setembro do ano passado.
A empresa também informou que, pela primeira vez nos últimos cinco trimestres, a receita com aluguel de equipamentos voltou a crescer, ficando 2,7% maior em relação ao trimestre anterior. O preço médio do aluguel ficou em R$ 64,7 por mês por terminal. Esse aluguel vinha caindo nos últimos períodos por conta da abertura do mercado de credenciamento a novos competidores, em julho do ano passado, que aumentou a concorrência e reduziu os preços.

sábado, 3 de setembro de 2011

Empresas projetam avanço de 23% no mercado de cartões

DCI - 31.08.11


Marcelle Gutierrez



São Paulo - Em sintonia com a baixa taxa de desemprego e elevação do poder aquisitivo, o mercado de cartões (crédito, débito e private label) expande em ritmo acelerado. No período de abril a junho, o faturamento somou R$ 158,9 bilhões, alta de 26% na comparação com o do mesmo período do ano passado, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Outro fator que estimulou o resultado acima da média foi a abertura do mercado em julho de 2010, quando houve o fim da exclusividade entre credenciadoras e as bandeiras Visa e MasterCard. Para o final de 2011, a expectativa de crescimento é de 23%.

O número total de transações realizadas no período foi de 1,99 bilhão, aumento de 20%, e o número total de plásticos em circulação chegou a 657,2 milhões de unidades no segundo trimestre.

Segundo o presidente da Abecs, Cláudio Yamaguti, que também é presidente da Redecard, o resultado está acima da média. "A abertura do mercado de adquirência em 2010 justifica estes números. Também há a melhora do poder aquisitivo, e do consumo, das classes C, D e E, aumento do número de brasileiros no exterior e mudança de hábito."

Para o final de 2011 e próximos anos, o presidente demonstra posição confiante em relação ao crescimento do setor de meios eletrônicos, que atualmente corresponde a 29% do total de pagamentos realizados no Brasil e a 24,3% do consumo das famílias. "Acreditamos que o mercado continuará a crescer na casa de dois dígitos e a projeção para 2011 foi revisada para 23%, uma posição conservadora." Segundo Yamaguti, ainda há espaço de expansão, já que nos Estados Unidos cartões somam 45%. "O desafio é o restante, 71%, com a mudança de costume do brasileiro. Não é aumento de gasto, mas migração para o meio eletrônico."

Sobre os reflexos da abertura de mercado, que pôs fim à exclusividade entre credenciadoras e bandeiras, o presidente declara que são positivos para o setor. "É sempre salutar porque gera o espírito de competitividade, com melhora do serviço, e faz com que a indústria cresça."

O superintendente da Abecs, Fernando Barbosa, diz que já há reflexos. "O comércio foi muito beneficiado com a redução do preço, taxas de administração e aluguel das maquininhas". Atualmente, Redecard e Cielo têm quase 100% de participação de mercado. No entanto, o Santander já lançou a Getnet e no início de 2012 iniciam-se as operações da Elavon, que espera conquistar 15% do mercado até 2015.

Na divisão por produto ante o segundo trimestre do último ano, cartão de crédito apresenta faturamento de R$ 92,5 bilhões, com crescimento de 25%. Os cartões de débito elevaram 28%, para R$ 46,1 bilhões. Os plásticos private label, ou cartões de loja, obtiveram faturamento de R$ 20,3 bilhões, acréscimo de 29% no período. "O private label tem participação de 20,3% no segmento. É o primeiro nível de bancarização, isto é, o primeiro elemento bancário dos consumidores." O volume de transações dos plásticos foi de 356,1 milhões, com 237 milhões de unidades em circulação.

No ramo de débito e crédito, o presidente da Abecs explica que houve a entrada de profissionais liberais, como dentistas e taxistas, o que ampliou a aceitação. Em faturamento de cartões de crédito, a maior elevação ocorreu em Outros Serviços e Profissionais Liberais, com 54%, seguidos por Setor Primário, Indústria e Serviços, com 41%, que abrange os ramos de educação e saúde. Em débito, o maior crescimento dos ganhos foi em Comércio Atacadista e Varejistas, com 50%.



Tecnologia

Em resposta ao DCI sobre os investimentos em tecnologia, Cláudio Yamaguti argumenta: "A indústria tem de se preparar para os próximos anos, com investimentos em tecnologia e telecomunicações. A Abecs já conversa sobre o assunto com os associados que pertencem a cadeia de meios de pagamento".

O presidente da Abecs acrescenta que a rede de bandeiras pede que uma transação seja feita em, no máximo, 30 segundos, mas que o processo sai hoje em oito segundos. "A cada 10 mil transações, apenas uma pode ter tido problema e atrasou."

sábado, 13 de agosto de 2011

CARTÃO DE CRÉDITO

revista Isto É Dinheiro 10/08/2011 – João Dória Jr.
1 - Concorrência

Cielo e Redecard ganham um novo adversário no Brasil. A Elavon inicia suas operações, em setembro, e será comandada pelo experiente executivo Antônio Castilho. Globalmente, a Elavon é uma joint venture entre Citibank e USBank, respectivamente, o segundo e o quarto maior banco americanos. Presente em 30 países, a Elavon é a segunda maior companhia adquirente dos Estados Unidos, tendo volume de transações maior do que Cielo e Redecard juntas. A concorrência vai aumentar. E os lojistas vão gostar.

2 - Competição acirrada

Outra empresa poderosa vai entrar nesse mesmo mercado de cartões. É a americana First Data, que se apresenta como a maior rede adquirente do mundo. A operação será comandada pela presidente da subsidiária brasileira, Maria Fernanda Teixeira, que até agora apenas fornecia tecnologia para o segmento. A novidade surge após a união da First Data, do fundo norte-americano KKR, com a CTF Technologies, companhia canadense-brasileira de gestão de frotas. A empresa começa a operar por aqui até novembro deste ano.