segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Empresários brasileiros são os mais dispostos a contratar até o fim do ano

G1 - 26/09/2011

Administração pública, educação, construção civil e serviços são áreas promissoras. Empresários mineiros são os mais dispostos a contratar.

Veruska Donato e Cristiane Leite São Paulo e Belo Horizonte
Uma pesquisa feita em 41 países revela que os empresários brasileiros são os mais otimistas e os mais dispostos a contratar funcionários nos próximos meses. Os setores de administração pública e educação vão liderar a abertura de novas vagas até o fim do ano. “O governo federal e o local estão organizando-se para acompanhar os eventos que estão acontecendo e que acontecerão aqui no Brasil, a Copa do Mundo, as Olimpíadas e as Paraolimpíadas”, diz Ricardo Barberis, responsável pela pesquisa.
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No mapa das oportunidades no país, os empresários mineiros são os mais dispostos a contratar. Principalmente nos setores de finanças, seguros e imobiliárias, mas o difícil é encontrar gente que entenda do setor. Os empresários dessas áreas dizem até que há um apagão no setor imobiliário. Faltam secretárias, corretores, advogados e funcionários do setor administrativo. Desde 2008, já havia uma escassez e com o aumento no número de lançamentos nos últimos anos o problema se agravou.
Uma das imobiliárias, por exemplo, faz anúncios desde abril, mas não consegue preencher as cinco vagas. Quando os candidatos aparecem, muitos não têm qualificação para o cargo. “É preciso mais cursos para treinar as pessoas para atender a demando do mercado, em especial contratos de locação, contratos de compra e venda, avaliação, cadastro e captação de imóveis. O mercado está muito aquecido e muitos negócios deixam de ser feitos em função de falta de mão de obra”, defende Kênio Pereira, diretor da Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais.
Estão em destaque também empregos da construção civil e de serviços. Nesse ramo, destaca-se o telemarketing. A função de atendente é a que dá mais oportunidade do primeiro emprego com carteira assinada no país. Até o fim de 2011, 120 mil novas vagas devem ser preenchidas. A maioria dos que trabalham na área tem entre 18 e 24 anos, 80% são mulheres. Glaucia, que era de dona casa, resolveu ganhar o próprio dinheiro: “O call center realmente abre as portas para você e te dá muita oportunidade”.
Uma empresa em Campinas, interior de São Paulo, está entre as maiores do país. Desde janeiro, ofereceu 1200 vagas e tem outras abertas. “Só esse ano nós fizemos cerca de 700 promoções. Pessoas que saíram do atendimento, se tornaram supervisores, analistas e se tornaram executivos. Então, dá uma boa possibilidade de carreira”, afirma a diretora de recursos humanos, Maria Aparecida Garcia.
Outro exemplo é uma escola de inglês, que já teve dificuldade para preencher vagas. Não encontrava os profissionais que queria com conhecimento, experiência e compromisso com a empresa. Foi quando decidiu mudar a forma de selecionar os candidatos e foi atrás de pessoas que queriam um trabalho e não um emprego. “Eu procuro um profissional que tenha um plano de carreira para crescer com a empresa. Eles têm livre acesso aos franqueados e aos diretores para novas ideias, perspectivas e para identificar possíveis falhas onde todos possam estar crescendo”, diz o empresário Marcel Magalhães.

sábado, 24 de setembro de 2011

Abecs faz campanha para uso consciente do cartão de crédito

Terra.com - 23 de setembro de 2011
Site é o carro-chefe da campanha da Abecs. Foto: Divulgação Site é o carro-chefe da campanha da Abecs

A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) promove atualmente a campanha "Você manda no seu bolso", voltada à classe C. Com objetivo de conscientizar os consumidores sobre o uso do cartão de crédito, a campanha tenta esclarecer o consumidor para não engrossar os indicadores de inadimplência do País, que já começam a preocupar analistas.
Segundo a Serasa Experia, a inadimplência do brasileiro subiu 3% em agosto ante julho, e 29,2% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. As dívidas com os bancos apresentaram tiveram média de R$ 1.326,73. Para promover a campanha, estrelada pela atriz e apresentadora Regina Casé, a Abecs desenvolveu um site com vídeos educativos, dicas e depoimentos de pessoas sobre a utilização do meio de pagamento. A página também disponibiliza um simulador de despesas que ajuda o consumidor a traçar metas.
Entre os principais conselhos da Abecs sobre o cartão de crédito estão o pagamento da fatura do cartão sempre no vencimento, a utilização do pagamento mínimo da fatura apenas em último caso, não fazer compras parceladas no cartão antes de calcular os juros e não emprestar o cartão em hipótese alguma.
"Por meio da campanha, a Abecs quer estimular o portador a tomar suas decisões de compra corretamente e a cuidar do seu orçamento doméstico, usando o cartão de crédito como um instrumento de organização financeira", afirmou por meio de nota Cláudio Yamaguti, presidente da Abecs.
Confira as principais dicas da Abecs para não ultrapassar sua capacidade de endividamento com o cartão de crédito:
- Pague a fatura do seu cartão de crédito sempre no vencimento;
- Sabe aquela parte da fatura que diz "pagamento mínimo"? Não é para usar todo mês, não. Use quando você se apertar com outra dívida, mas só em último caso;
- Se pagar o mínimo da fatura do cartão de crédito, lembre-se: no mês seguinte tem que pagar o resto mais juros;
- Parcelar combina com pensar. Antes de qualquer compra parcelada, fazer uma continha é importante;
- Na hora de parcelar, sempre pergunte se a compra vai ter juros. Fique atento;
- Cartão é igual a namorado: não se empresta!

Brasileiros trocam cheques por cartão na hora das compras

Globo.com - 09/09/11 - 09/09/11

Pagamentos com cheques caíram 7,11% e com cartão cresceram 23%; economista recomenda cautela na hora de fazer compras

Reprodução/TV Globo
Foto: Reprodução/TV Globo
É cada vez mais difícil observar no comércio consumidores utilizando cheques na hora das compras. Segundo Banco Central, o pagamento com cheques no Brasil caiu em 7,11% em 2010, enquanto a utilização de cartões elevou em 23%. O aumento do uso dos cartões de crédito é um dos fatores que contribui para essa queda no uso do cheque, mas as duas formas de pagamento exigem muitos cuidados.

Em muitas lojas a maioria das compras é feita com cartões de crédito e cheques, mas o gerente de loja Paulo Roberto Pereira afirma que o cartão de crédito é o mais utilizado. “O faturamento hoje, em termos de cartão, é de 95%. Já em termo de cheque é de 5%”, afirma.

A atendente Emanuela Paes (foto 2) prefere usar o cheque para realizar seus pagamentos. Recentemente ela foi vítima de clonagem. “Eu fui até o banco e informei o que aconteceu, o gerente foi super simpático e me falou que é mais comum do que eu pensava e que estava acontecendo bastante isso”, conta.

O uso de cartões e cheques em compras oferece comodidade, de acordo com a economista Eliane Alves (foto 3). Ela dá dicas sobre como ficar atento para não cair em armadilhas: “Quando usar o cartão é importante acompanhar a efetivação da compra. Com relação ao cheque, tem que ter o cuidado de cruzar, colocar nominal, para que se possa ter uma segurança de que o cheque só será descontado se for depositado, para que no caso de um extravio você possa reportar ao banco”, explica.     

A economista também recomenda que se tenha cautela na hora de parcelar a compra. “O parcelamento deve ser muito planejado, seja no cheque ou no cartão, para que você não precise fazer uso do valor do cheque especial para cobrir o cheque no dia do pagamento nem ter que pagar o mínimo do cartão”, destaca.

Fecomercio-SP: gasto via cheque supera cartão em 70%

ISTOÉ Online - 24.Set.11 -

 
O valor total movimentado pelos brasileiros por meio de cheques no primeiro semestre deste ano somou R$ 511,6 bilhões, montante 70% superior ao volume envolvendo cartões de crédito (R$ 301,8 bilhões), segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) feito com base em dados do Banco Central (BC). Segundo a entidade, os cheques pré-datados em parcelamentos ou entradas para a compra de itens mais caros são os principais responsáveis pelo alto valor registrado para esse tipo de transação.

"Quando se parcela em valores elevados, a taxa de administração cobrada pelas operadoras de cartões inviabiliza seu uso, com isso estimula o uso do cheque. Além disso, poucas pessoas possuem limite alto no cartão de crédito para cobrir despesas elevadas. Por fim, a emissão de cheques administrativos também colabora para o elevado valor médio dos cheques, atualmente", afirma a Fecomercio-SP, em nota distribuída hoje à imprensa.

A entidade classifica os números de "surpreendentes", já que o total de transações feitas com cartões de crédito equivale a 7,5 vezes a quantidade de cheques compensados no período - 3,8 bilhões ante 508,8 milhões de negociações. O valor médio mensal gasto no cartão de crédito foi de R$ 78,81, contra R$ 1.005,53 dos cheques compensados.

Além disso, o levantamento revela que a média mensal de estoque de cartões de crédito no primeiro semestre foi de 646 milhões, o correspondente a 3,4 unidades por brasileiro.
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Cresce o número de usuários de cartão de crédito.



O número de pessoas que passaram a utilizar o dinheiro de plástico como forma de pagamento aumentou consideravelmente este ano na comparação com o anterior. A constatação é de pesquisa realizada pelo Procon com 420 consumidores de Goiânia. No ano passado 53% possuíam cartão de crédito e agora em 2011, esse porcentual subiu para 72%, o que representou aumento de 19 pontos porcentuais.

A pesquisa avaliou a postura do consumidor goiano em relação ao crédito. Para o gerente de Pesquisa e Cálculo do Procon, Gleidson Tomaz, o cartão de crédito possui uma das maiores taxas de juros, que chegam a 19% ao mês. Estudos já realizados pelo órgão demonstraram que três meses optando em pagar apenas o valor mínimo da fatura já são mais que suficientes para entrar em um sério descontrole sobre a dívida. “O ideal é que se faça um planejamento antes de usar essa modalidade de crédito, de forma a quitar o valor integral na respectiva data de vencimento, evitando assim dor de cabeça”, alerta.

Dentro desse tema da pesquisa do Procon, foi apurada qual seria a primeira preocupação do consumidor na hora de comprar um produto financiado. A pesquisa verificou que a soma dos consumidores que se preocupam em verificar previamente a diferença que irá pagar entre o preço à vista e o valor final do produto (29%) e quanto de juros está sendo pago no financiamento (38%) atinge 67%. No entanto, os consumidores que apenas se preocupam com a quantidade de parcelas e se o valor caberá no bolso representa 18%.

Alta renda desafia bandeiras de cartão de crédito

Brasil Econômico - 13/09/11
Mudança de comportamento do público-alvo reforça necessidade de se aprimorar produtos e serviços dos plásticos.

Com um número maior de pessoas a cada ano, a classe média tem sido a grande vedete das empresas no Brasil, inclusive da indústria de cartões, que travou disputa acirrada para conquistar estes clientes.
Mas outro público não menos importante também vem demandando cada vez mais atenção e impondo desafios para este mercado: a alta renda.
Para se ter uma ideia, as classes de maior poder aquisitivo são as que mais crescem no Brasil, ao contrário do que muitos imaginam. Dados do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV) mostram que, entre 2003 e 2011, a classe C teve um avanço de 60,1% em número de habitantes, enquanto a classe AB aumentou 69,1%.
Os emergentes chamam mais atenção porque, no período analisado, cresceram mais em números absolutos. Foram 39,6 milhões de habitantes, ante 9,2 milhões da alta renda.
"A classe C é o grande charme do momento porque avança mais em número absolutos, mas a alta renda está em crescimento maior", diz o diretor de Produtos da Visa do Brasil, Felipe Maffei. Neste ano, de acordo com ele, a classe A deve ter avanço de 4% em número de habitantes em todo o mundo.
O problema no Brasil, segundo o presidente da MCF Consultoria, Carlos Ferreirinha, é que se perdeu por um tempo a referência do que é a alta renda. "Ninguém acordou a tempo para entender este consumidor", afirma ele, que diz que agora o mercado corre atrás do prejuízo desta falta de atenção.
Sobre o que a alta renda realmente exige, ele diz que vai além de grandes experiências de vida, como viagens e prêmios. "Estamos no momento da customização e personalização de produtos e serviços, ou do que é realmente relevante para cada cliente em específico", completa o especialista.
Algo em comum para a alta renda, no entanto, é saber que aquilo que foi prometido será realmente cumprido, seja a agilidade em um atendimento telefônico ou a rapidez no reembolso de despesas quando, por exemplo, a bagagem é extraviada durante uma viagem.
De acordo com o diretor-geral de Produtos da Visa para a América Latina e Caribe, José Maria Ayuso, o desafio do setor é exatamente cumprir suas promessas. A bandeira disponibiliza produtos e serviços através de parceiros e é preciso manter o foco para que não haja nenhum deslize, o que seria fatal a um cliente de alta renda.
"Ele tem normalmente mais de um cartão no bolso e, se não cumprirmos o que prometemos, ele pode se dirigir a outro com grande facilidade."
O desafio se torna maior se pensarmos que o setor de cartões costuma estar entre os campeões de queixas dos consumidores nos órgãos de defesa. No cadastro Nacional de Reclamações Fundamentadas de 2010, do Ministério da Justiça, o segundo setor que mais teve reclamações no ano passado foi o de assuntos financeiros. Esse segmento envolve o tema cartões de crédito, que ficou com mais de um terço (33,16%) do total das queixas.
Dados do Banco Central mostram que a alta renda representa 14% da oferta de produtos e serviços no mercado de cartões no Brasil. Esses clientes são portadores de 5% do total de plásticos emitidos - o dobro do que representavam em 2005. Além disso, correspondem a 14% das transações realizadas e a nada menos do que 40% das receitas geradas.
Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), o faturamento do setor foi de R$ 304,5 bilhões no primeiro semestre deste ano.
O vice-presidente de produtos de alta renda da MasterCard Brasil, Venâncio Castro, diz que o grande desafio do setor de cartões quanto à alta renda é acompanhar a dinâmica deste mercado. Isso exige que a bandeira se prepare operacionalmente para atender a uma demanda que, na realidade, não se sabe exatamente qual será.
De acordo com ele, o volume transacionado por este público tem um ritmo de crescimento que representa o dobro do identificado no mercado em geral, que apresenta aumento entre 20% e 22% a cada ano. "À medida que esta classe cresce, precisamos de aprimoramento", ressalta o executivo.

Parceria permite recarga de créditos pelo próprio celular

Olhar Digital - 22.09.11

A operadora Vivo firmou uma parceria com a Cielo, empresa de pagamentos e soluções eletrônicas, que permitirá a seus clientes fazerem recargas em seu pré-pago diretamente do celular. É possível utilizar inclusive o cartão de crédito nas transações.

O sistema está disponível em todo o Brasil e utiliza a USSD (Unstructured Supplementary Service Data), que permite interação em tempo real e com segurança, uma vez que os dados do cartão não ficam armazenados no aparelho.

Para efetuar a recarga, o cliente Vivo tem que digitar *321# em seu celular e pressionar o botão de ligar. Assim, o menu interativo aparecerá na tela e, seguindo os passos, fica fácil recarregar os créditos. É possível fazer recargas de R$3 a R$100, porém, em transições com o cartão de crédito, o limite é de R$36 mensais, podendo ser aumentado com um código de validação.

É possível programar recargas mensais, quinzenais, a cada 10 dias ou semanalmente. Também dá para consultar e gerenciar valores das recargas e senhas. Os cartões Visa, MasterCard e Diners estão disponíveis para transações. As recargas também podem ser descontadas na conta de um Vivo pós-pago.